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Reino Unido impõe sanções a russos ligados a armas químicas usadas contra ativista

Reino Unido impõe sanções a russos ligados a armas químicas usadas contra ativista

Reuters

06/07/2026

Placeholder - loading - Apoiador do falecido crítico do Kremlin Alexei Navalny faz homenagem a ele em frente à Embaixada da Rússia, no segundo aniversário de sua morte, em Berlim, Alemanha 16 de fevereiro de 2026 REUTERS/Chr
Apoiador do falecido crítico do Kremlin Alexei Navalny faz homenagem a ele em frente à Embaixada da Rússia, no segundo aniversário de sua morte, em Berlim, Alemanha 16 de fevereiro de 2026 REUTERS/Chr

LONDRES, 6 Jul (Reuters) - O Reino Unido ​impôs sanções nesta segunda-feira a dois institutos de pesquisa russos e a altos funcionários que, segundo o país, estavam ligados ao programa de armas químicas de Moscou e envolvidos no desenvolvimento de toxinas usadas para envenenar o ativista da oposição russa Alexei Navalny.

As sanções, apresentadas pelo Reino Unido como uma forma de expor e dissuadir o uso de armas químicas pela Rússia, ocorrem antes da cúpula da Otan em Ancara, capital da Turquia, e após ⁠uma ⁠medida semelhante tomada pela União ​Europeia.

Em 2020, ‌Navalny ficou gravemente doente durante um voo na Sibéria. Laboratórios ocidentais concluíram que ele havia sido envenenado com Novichok, uma classe de agentes nervosos de uso militar desenvolvidos durante a era soviética.

Em ⁠2024, Navalny morreu após ser envenenado com epibatidina, uma toxina proveniente ​de sapos-flecha venenosos, segundo afirmaram o Reino Unido e outros aliados ​europeus. A Rússia negou as acusações de ‌que estaria por trás ​da ⁠morte.

O governo britânico afirmou nesta segunda-feira que os sancionados estavam envolvidos no desenvolvimento do agente Novichok e da epibatidina.

A embaixada da Rússia em Londres não respondeu ​imediatamente a um pedido da Reuters por comentários sobre as novas sanções.

A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou que o “uso repetido de armas químicas” pela Rússia constitui uma violação do direito internacional e uma ​ameaça à segurança global.

“Desde o uso de agentes nervosos Novichok em Salisbury até a epibatidina na Sibéria, envenenando Dawn Sturgess e Alexei Navalny, a Rússia continua a usar meios bárbaros para infligir morte e sofrimento a civis inocentes, inclusive na Ucrânia”, acrescentou.

O Novichok também foi usado no envenenamento, em 2018, do ex-agente duplo russo Sergei Skripal e de sua filha Yulia ​em Salisbury -- um ataque do qual eles sobreviveram, mas que levou à morte ‌de uma civil, Sturgess, que ⁠havia entrado em contato com um recipiente descartado da substância.

Uma investigação pública britânica concluiu no ano passado que o presidente russo, Vladimir Putin, deve ⁠ter ordenado o ataque contra Skripal por ⁠agentes de inteligência.

A Rússia sempre negou ⁠qualquer envolvimento nesse ⁠incidente, ​classificando as acusações como propaganda antirussa.

(Reportagem de Sam Tabahriti; texto de Muvija M)

Reuters

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