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Revenda de moradias nos EUA aumenta em setembro; taxas de hipotecas mais altas abalam perspectivas

Revenda de moradias nos EUA aumenta em setembro; taxas de hipotecas mais altas abalam perspectivas

Reuters

13/10/2026

Placeholder - loading - Placa de “casa à venda” em bairro residencial em Encinitas, Califórnia, EUA, em 29 de janeiro de 2026. REUTERS/Mike Blake
Placa de “casa à venda” em bairro residencial em Encinitas, Califórnia, EUA, em 29 de janeiro de 2026. REUTERS/Mike Blake

WASHINGTON, 13 Out (Reuters) - As vendas de moradias ​usadas nos EUA aumentaram inesperadamente em setembro, à medida que o aumento do estoque ofereceu mais opções aos compradores, mas a tendência permaneceu moderada em um cenário de taxas de hipotecas mais altas.

As vendas de imóveis subiram 1,5% no mês passado, atingindo uma taxa anual ajustada sazonalmente de 3,99 milhões de unidades, informou a associação nacional de corretores imobiliários (NAR, na sigla em inglês) nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam que as revendas de imóveis recuariam para uma taxa de 3,95 milhões de ⁠unidades.

As vendas ⁠caíram 2,2% em relação ao mesmo ​período do ‌ano anterior em setembro.

“Apesar do pequeno aumento mensal em termos ajustados sazonalmente, agosto e setembro foram os dois meses mais fracos para as vendas de imóveis este ano”, disse Lawrence Yun, economista-chefe da NAR. “Novos aumentos nas ⁠taxas de hipotecas nas últimas semanas significam que menos compradores se qualificam ​para adquirir um imóvel.”

As taxas de hipotecas vêm apresentando uma tendência de ​alta desde o início do conflito entre EUA, Israel ‌e Irã, no final ​de ⁠fevereiro. O conflito está alimentando a inflação e elevando os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, aos quais as taxas de hipotecas estão atreladas.

A taxa fixa de hipotecas ​de 30 anos ficou em média em 7,40% na semana passada, o nível mais alto desde novembro de 2023, em comparação com 7,28% na semana anterior, segundo dados da agência de financiamento imobiliário Freddie Mac. A taxa subiu 142 pontos-base ​desde o final de fevereiro.

As vendas aumentaram nas regiões Sul e Oeste, mas caíram no Nordeste e permaneceram estáveis no Centro-Oeste.

O estoque de imóveis usados subiu 1,9%, para 1,60 milhão de unidades, o nível mais alto desde novembro de 2019. A oferta ficou 4,6% maior do que há um ano. No ritmo de vendas de setembro, seriam necessários 4,8 meses para esgotar o estoque atual de imóveis usados, sem ​alteração em relação a agosto, mas acima dos 4,5 meses registrados há um ano.

O ‌preço mediano das casas usadas no ⁠mês passado aumentou 1,3% em relação ao ano anterior, para US$417.500, o valor mais alto já registrado em setembro. Os compradores de primeira viagem representaram 31% ⁠das vendas, um aumento em relação aos 30% registrados ⁠em agosto e no ano anterior. ⁠É necessária uma ⁠participação ​de 40% nessa categoria para que o mercado imobiliário seja considerado robusto.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Reuters

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