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Rússia diz que vai reverter ratificação de acordo que proíbe testes nucleares

Rússia diz que vai reverter ratificação de acordo que proíbe testes nucleares

Reuters

06/10/2023

Placeholder - loading - Mikhail Ulyanov, representante da Rússia na Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO) 06/03/2023 REUTERS/Leonhard Foeger
Mikhail Ulyanov, representante da Rússia na Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO) 06/03/2023 REUTERS/Leonhard Foeger

Por Francois Murphy e Jonathan Landay

VIENA/WASHINGTON (Reuters) - O enviado da Rússia à Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO) disse nesta sexta-feira que Moscou vai revogar a ratificação do pacto, uma medida que Washington denunciou como uma ameaça à 'norma global' contra testes de explosões nucleares.

O anúncio de Mikhail Ulyanov adicionou novo combustível às tensões entre Rússia e EUA, maiores pontências nucleares do mundo, sobre a invasão da Ucrânia por Moscou.

Ulyanov, enviado de Moscou à CTBTO, disse no X, a plataforma de rede social anteriormente conhecida como Twitter, que 'a #Rússia planeja revogar a ratificação (que aconteceu no ano 2000) do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares'.

“O objetivo é estar em pé de igualdade com os #EUA que assinaram o tratado, mas não o ratificaram. A revogação não significa a intenção de retomar os testes nucleares”, disse ele.

O CTBT foi assinado por 187 países e ratificado por 178, mas não pode entrar em vigor até que oito países resistentes o tenham assinado e ratificado. China, Egito, Irã e Israel assinaram, mas não ratificaram. Coreia do Norte, Índia e Paquistão não assinaram.

Embora os EUA tenham assinado, mas não ratificado o tratado, o país tem observado uma moratória sobre explosões de testes de armas nucleares desde 1992 e diz não ter planos de abandonar.

“Estamos perturbados com os comentários do embaixador Ulyanov em Viena hoje”, disse um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA em comunicado. “Uma medida como esta por parte de qualquer Estado põe em perigo desnecessariamente a norma global contra testes de explosivos nucleares.”

(Reportagem de François Murphy)

Reuters

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