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Rússia e China têm conversas 'aprofundadas' sobre defesa antimísseis e questões nucleares

Rússia e China têm conversas 'aprofundadas' sobre defesa antimísseis e questões nucleares

Reuters

20/11/2025

Placeholder - loading - Embarcação navega pelo rio Moscou com a Torre Spasskaya do Kremlin e a Catedral de São Basílio ao fundo  14 de julho de 2025 REUTERS/Evgenia Novozhenina
Embarcação navega pelo rio Moscou com a Torre Spasskaya do Kremlin e a Catedral de São Basílio ao fundo 14 de julho de 2025 REUTERS/Evgenia Novozhenina

MOSCOU (Reuters) - A Rússia e a China tiveram conversas em Moscou nesta semana sobre defesa antimísseis e estabilidade estratégica e concordaram em fortalecer sua cooperação nessas áreas, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia nesta quinta-feira.

Não foram revelados detalhes das discussões, que ocorreram em um contexto de preocupação dos dois países com os planos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de construir um escudo antimísseis 'Domo de Ouro' e sua intenção declarada de retomar os testes de armas nucleares após uma pausa de mais de 30 anos.

'Uma discussão aprofundada... ocorreu, incluindo uma análise conjunta de fatores desestabilizadores relevantes que criam riscos estratégicos para a segurança global e regional, assim como uma troca de pontos de vista sobre maneiras de minimizá-los', disse o ministério russo em um comunicado.

'As partes expressaram satisfação mútua com o nível e a qualidade do diálogo bilateral e da interação nessas áreas e reafirmaram seu compromisso de fortalecê-los ainda mais.'

Trump afirmou que deseja buscar a 'desnuclearização' tanto com a Rússia quanto com a China, mas Pequim tem rejeitado repetidamente os esforços de Washington para levá-la a um diálogo sobre armas nucleares.

A China tem aumentado rapidamente seus estoques de armas nucleares, mas expressou pouco interesse em negociar com a Rússia e os EUA, cujos arsenais atuais são muito maiores.

O último tratado remanescente entre a Rússia e os Estados Unidos, que limita o número de ogivas nucleares estratégicas de ambos, deve expirar em fevereiro. Trump ainda não respondeu formalmente a uma proposta de Moscou para estender os limites por um ano a fim de permitir negociações -- ainda não iniciadas -- para uma substituição.

(Reportagem da Reuters)

Reuters

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