A sessão plenária da American Society of Clinical Oncology, em Chicago, entrou para a lista dos momentos mais comentados da oncologia recente. O motivo foi o estudo de Fase 3 RASolute 302, que comparou o daraxonrasib a quimioterapias usadas como segunda linha em pacientes com câncer de pâncreas metastático já tratados anteriormente. Segundo a cobertura internacional da ASCO, a apresentação provocou uma rara reação emocional no auditório, com aplausos de pé após os dados mostrarem uma redução de 60% no risco de morte. O estudo randomizado envolveu 500 pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático. No grupo com mutações RAS G12, a mediana de sobrevida global foi de 13,2 meses com daraxonrasib, contra 6,6 meses com quimioterapia. A sobrevida livre de progressão também aumentou, de 3,5 para 7,3 meses, e a taxa de resposta tumoral foi de 33,2% com o novo comprimido, ante 11,8% no grupo de quimioterapia. A empresa desenvolvedora informou que o estudo atingiu seus desfechos primários e secundários principais, e a imprensa internacional destacou que os resultados foram apresentados na ASCO e publicados no New England Journal of Medicine .