Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Sem orientação clara da campanha, base pró-Lula se mobiliza nas ruas e nas redes

Sem orientação clara da campanha, base pró-Lula se mobiliza nas ruas e nas redes

Reuters

09/10/2026

Placeholder - loading - Lula participa de caminhada em Ceilândia, no Distrito Federal 9 de outubro de 2026. REUTERS/Adriano Machado
Lula participa de caminhada em Ceilândia, no Distrito Federal 9 de outubro de 2026. REUTERS/Adriano Machado

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA, 9 Out (Reuters) - Cinco dias depois ​de terminado o primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula fez nesta sexta-feira sua primeira agenda externa, mas enquanto seu partido tenta se reorganizar depois da derrota inicial para Flávio Bolsonaro (PL), grupos regionais, estudantes, influenciadores e organizações de fãs, os chamados fandoms, foram para as ruas, mesmo sem orientações claras.

Já desde terça-feira, passada a derrota por quase 2 pontos percentuais, grupos começaram a se organizar pela internet. Na quarta-feira, milhares de estudantes foram às ruas no Rio de Janeiro contra a eleição de Flávio Bolsonaro. Desde então, houve manifestações de estudantes em pelo menos 10 Estados.

No domingo, na Paulista, outra marcha está sendo organizada ⁠pela União Nacional ⁠dos Estudantes (UNE), apoiada por fã-clubes de centenas ​de artistas ‌pop, que foram às redes declarar apoio ao presidente e se oferecer para ocupar as redes em defesa da campanha do presidente.

'Vocês viram as manifestações dos estudantes. São iniciativas próprias, voluntárias, de quem não quer o risco desse país voltar ao modelo que teve no governo ⁠Bolsonaro', disse o senador Camilo Santana, que se incorporou à coordenação da campanha neste ​segundo turno.

O que parece ser um ponto positivo, no entanto, acaba por dar razão a ​queixas de aliados: quase uma semana se passou das três ‌de campanha nesse segundo turno ​e ⁠pouca ou quase nenhuma orientação veio da coordenação da campanha, que tenta se reestruturar com novos nomes depois de enormes críticas de aliados à condução da campanha no primeiro turno.

'Não recebemos nada, mas não vamos parar. ​A gente está fazendo o que pode, tem mobilização todo dia', diz uma fonte de campanha regional.

Só não tem o presidente.

Lula fez nesta sexta-feira uma caminhada em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, seu primeiro evento de campanha. No sábado, tem outro evento no Rio Grande do Norte, mas a agenda para ​por aí. No domingo, quem deve ir à Paulista com os estudantes é o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Camilo Santana afirma que o presidente irá a Minas, São Paulo e vários Estados, mas a agenda ainda não está definida.

'Não tem como ir a todos os Estados', disse.

Um parlamentar que participou das reuniões esta semana disse à Reuters que, mesmo sem orientações específicas, os parlamentares e candidatos, mesmo os que não foram eleitos, estão mantendo suas estruturas para tentar ajudar na campanha nacional como podem.

Na quinta-feira, em São Paulo, ​o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, o ex-ministro Fernando Haddad, candidato derrotado ao governo de São ‌Paulo e diversos deputados eleitos fizeram uma 'plenária ⁠de mobilização, na zona central de São Paulo, para organizar mutirões de panfletagem.

No mesmo dia, à tarde, Haddad foi à Paulista distribuir panfletos.

É nas redes que a interação subiu, com diversos grupos e ⁠influenciadores não apenas declarando voto, mas usando o alcance para marcar ⁠manifestações e falar não apenas de propostas, mas ⁠do que veem como ⁠riscos ​de um futuro governo Flávio Bolsonaro e dividindo estratégias para mudar votos.

(Reportagem de Lisandra ParaguassuEdição de Alexandre Caverni)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...