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    Setor público consolidado tem superávit de R$4,312 bi em março, diz BC

    Placeholder - loading - Pessoas passam em frente à sede do Banco Central em Brasília 25/08/2021 REUTERS/Amanda Perobelli
    Pessoas passam em frente à sede do Banco Central em Brasília 25/08/2021 REUTERS/Amanda Perobelli

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    Por Bernardo Caram

    BRASÍLIA (Reuters) - O setor público consolidado brasileiro registrou um superávit primário de 4,312 bilhões de reais em março, informou o Banco Central nesta segunda-feira.

    Com o saldo positivo, o resultado acumulado em 12 meses alcançou um superávit de 122,758 bilhões de reais, o que corresponde a 1,37% do Produto Interno Bruto (PIB).

    O dado engloba as contas de governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS), Estados, municípios e empresas estatais e não inclui as despesas com juros.

    O número de março foi impulsionado pelo resultado positivo dos governos regionais, que vêm registrando ganhos de arrecadação com a retomada da atividade e o salto nos preços de combustíveis, além de um aumento nas transferências de recursos feitas pela União.

    Os entes foram superavitários em 11,882 bilhões de reais em março. Desse montante, o saldo dos Estados ficou positivo em 8,408 bilhões de reais, enquanto os municípios ficaram no azul em 3,473 bilhões de reais.

    As empresas estatais tiveram superávit de 242 milhões de reais no período.

    Os saldos foram suficientes para compensar o resultado do governo central, que ficou no vermelho em 7,811 bilhões de reais.

    No mês, a dívida bruta do país ficou em 78,5% do PIB em março, enquanto a dívida líquida foi a 58,2%.

    Em relação ao gasto com juros nominais, o total do mês ficou em 30,784 bilhões de reais. No ano, o dado atingiu 403,810 bilhões de reais, equivalente a 4,52% do PIB, com o déficit nominal do setor público somando 3,15% do PIB.

    A nota foi apresentada pela autoridade monetária com cerca de duas semanas de atraso. A divulgação de indicadores pelo BC tem sido comprometida pela greve de servidores que pressionam o governo por reajustes salariais.

    Na semana passada, o BC informou que divulgaria os dados fiscais de março em respeito a exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, mesmo diante da continuidade da greve. A apresentação de outros dados compilados pelo órgão segue suspensa.

    Escrito por Reuters

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