Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Shein concorda em pagar US$100 mi para encerrar investigação de órgão de comércio dos EUA

Shein concorda em pagar US$100 mi para encerrar investigação de órgão de comércio dos EUA

Reuters

23/10/2026

Placeholder - loading - O logotipo da marca de moda Shein é visto em uma pilha de sacolas de presente em seu ônibus de Natal, como parte de uma turnê promocional nacional em Liverpool, na Grã-Bretanha, em 14 de dezembro de 2
O logotipo da marca de moda Shein é visto em uma pilha de sacolas de presente em seu ônibus de Natal, como parte de uma turnê promocional nacional em Liverpool, na Grã-Bretanha, em 14 de dezembro de 2

LONDRES, 23 Out (Reuters) - A gigante chinesa de fast fashion Shein concordou ​em pagar US$100 milhões para encerrar uma investigação da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) sobre atrasos na entrega e outras reclamações de clientes, disse uma fonte com conhecimento direto do assunto à Reuters na sexta-feira.

O acordo, equivalente a 44% do lucro do segundo trimestre da Shein, é o mais recente a atingir a varejista online de moda rápida, que enfrenta uma repressão regulatória e tributária na Europa e nos EUA, o que freou seu crescimento.

A Shein, fundada na China, mas com sede em Cingapura, afirmou em comunicado à Reuters que 'chegou a um acordo construtivo com a FTC' e que mais informações serão divulgadas em breve. Um porta-voz da FTC se recusou a comentar.

A empresa já havia alertado, em ⁠documentos apresentados em ⁠julho para seu IPO em Hong Kong, que a ​investigação dos ‌EUA poderia resultar em multas significativas.

Segundo registros da FTC analisados pela Reuters, os consumidores registraram mais de 12.000 reclamações contra a Shein, referentes a compras que totalizaram mais de US$11 milhões entre janeiro de 2020 e junho de 2026.

Pelo menos alguns desses problemas estão relacionados ao envio, com clientes relatando à FTC e ao ⁠Better Business Bureau que nunca receberam pacotes que a Shein havia marcado como entregues e ​que o serviço de atendimento ao cliente da Shein não resolveu o problema.

A Reuters não conseguiu verificar de forma ​independente o conteúdo das queixas, nem se elas foram resolvidas.

Além de ‌vender roupas de marca própria, ​o ⁠site da Shein também funciona como um mercado online onde vendedores terceirizados oferecem de tudo, desde brinquedos a eletrodomésticos e itens de decoração.

DIFICULDADES PARA A SHEIN

As ações da Shein já caíram 22% desde sua estreia na bolsa em 1º de setembro, à ​medida que os investidores perceberam o impacto negativo que as taxas de 3 euros da União Europeia sobre pacotes de comércio eletrônico de baixo valor tiveram em seus negócios na região.

E a Shein enfrentará mais dificuldades, já que a UE imporá uma taxa adicional de processamento de 2 euros a partir de 1º de novembro, elevando a taxa total para 5 ​euros por código aduaneiro individual.

'A forma como essas tarifas são implementadas é especialmente prejudicial para a Shein', disse Mike Ryan, chefe de insights de comércio eletrônico da Smarter Ecommerce, que acompanhou como a Shein reduziu seus gastos com visibilidade no Google Ads na Europa.

A Shein era conhecida por vender vestidos de US$5 e calças jeans de US$10, mas foi obrigada a aumentar seus preços depois que os EUA e, posteriormente, a Europa fecharam as brechas nas leis alfandegárias.

A presidente-executiva Sky Xu afirmou no mês passado que a Shein desenvolveria mais marcas com preços mais elevados, numa tentativa de aumentar a ​rentabilidade.

A Shein também continua sob investigação da Comissão Europeia devido a produtos ilegais em seu marketplace. No ano passado, a empresa ‌foi multada em 150 milhões de euros pela autoridade ⁠francesa de proteção de dados pelo uso indevido de cookies.

Não é a primeira vez que a FTC toma medidas contra varejistas online por causa de entregas.

A empresa norte-americana Fashion Nova foi multada em US$9,3 milhões em 2020 por não ⁠cumprir as promessas de entrega aos clientes e por oferecer cartões-presente em vez ⁠de reembolsos.

A Hey Dude, empresa pertencente à Crocs Inc., ⁠também foi multada em US$1,95 ⁠milhão ​em 2023 por não notificar os clientes sobre atrasos na entrega e por suprimir avaliações negativas.

(Por Helen Reid e Jody Godoy)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...