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Sony e Warner Music processam Anthropic por uso de músicas no treinamento de IA

Sony e Warner Music processam Anthropic por uso de músicas no treinamento de IA

Reuters

31/08/2026

Placeholder - loading - Logo da Anthropic em foto de ilustração 20 de maio de 2024 REUTERS/Dado Ruvic
Logo da Anthropic em foto de ilustração 20 de maio de 2024 REUTERS/Dado Ruvic

Atualizada em  31/08/2026

Por Blake Brittain

31 Ago (Reuters) - As divisões editoriais ​musicais da Sony Music e da Warner Music entraram com uma ação contra a Anthropic no tribunal federal da Califórnia, nos Estados Unidos, pelo suposto uso indevido de suas composições musicais protegidas por direitos autorais para treinar seu modelo de inteligência artificial Claude.

A Sony e a Warner afirmaram na ação, movida na sexta-feira, que a Anthropic pirateou centenas de letras de músicas e partituras dos Beatles, Taylor Swift, Michael Jackson e centenas de outros artistas para treinar o Claude a responder a solicitações humanas.

A ação judicial ⁠é a ⁠mais recente de uma onda de ​processos movidos ‌contra empresas de tecnologia por detentores de direitos autorais — incluindo autores, editoras, gravadoras e veículos de comunicação — em relação ao uso de suas obras para treinar sistemas de IA. A Universal Music Group processou a Anthropic em 2023 ⁠pelo suposto uso de letras de músicas protegidas por direitos autorais ​no treinamento de IA, em um processo que ainda está em andamento.

A Anthropic ​se tornou a primeira empresa de IA a ‌chegar a um acordo ​em ⁠uma dessas disputas no ano passado, quando pagou US$1,5 bilhão para resolver uma ação coletiva movida por um grupo de autores.

“A Anthropic claramente considera isso apenas o custo de ​se fazer negócios, já que todo o seu modelo de negócios continua sendo construído com base na violação de direitos autorais”, afirmaram a Sony e a Warner em sua ação. “E US$1,5 bilhão obviamente não é um valor de acordo alto ​o suficiente para dissuadir a conduta infratora de uma empresa que transformou essa violação em massa em uma avaliação astronômica de US$2 trilhões.”

Porta-vozes da Anthropic, da Sony Music e da Warner Music não responderam imediatamente aos pedidos de comentário nesta segunda-feira.

A denúncia alega que a Anthropic obteve ilegalmente as letras e partituras das editoras por meio de downloads de torrent para treinar o Claude, e que o Claude é capaz ​de reproduzir letras protegidas por direitos autorais “literalmente” quando solicitado.

A Sony e a Warner também ‌afirmaram que a Anthropic usou suas ⁠letras para ensinar o Claude a “gerar vastas quantidades de letras de músicas supostamente ‘novas’, geradas por IA, que competem com as obras legítimas protegidas por direitos autorais das ⁠editoras musicais como substitutos prejudiciais no mercado”.

As gravadoras buscam ⁠indenização de até US$150.000 por cada ⁠direito autoral violado ⁠e ​uma ordem judicial proibindo a Anthropic de usar suas obras.

(Reportagem de Blake Brittain, em Washington)

Reuters

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