Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Governo prorroga por mais 30 dias subsídio de R$0,44 por litro de gasolina

Governo prorroga por mais 30 dias subsídio de R$0,44 por litro de gasolina

Reuters

23/07/2026

Placeholder - loading - Posto de combustíveis em Brasília 7 de março de 2022 REUTERS/Adriano Machado
Posto de combustíveis em Brasília 7 de março de 2022 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  23/07/2026

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 23 Jul (Reuters) - A subvenção de ​R$0,44 por litro de gasolina atualmente em vigor será prorrogada por 30 dias, em meio à alta da cotação do petróleo com o acirramento do conflito no Oriente Médio, informou nesta quinta-feira o Ministério da Fazenda.

Segundo a pasta, a medida será publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira.

Em entrevista à BandNews, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o benefício será custeado com o aumento de arrecadação do governo gerado pela alta do petróleo, como os ganhos com royalties e tributos pagos por empresas do setor.

“A gente vai ver o aumento da arrecadação, nós não vamos deixar a família ⁠brasileira pagando... ⁠É um recurso que vai entrar, que é ​certo, e ‌que vai ser usado para pagar o subsídio da gasolina”, afirmou.

A Reuters antecipou na semana passada que o governo planejava manter as subvenções ao diesel e à gasolina instituídas para conter os preços dos combustíveis em meio à alta das cotações do petróleo.

O governo ⁠chegou a eliminar parte do subsídio ao diesel no final de junho, diante do ​recuo das cotações do petróleo em um cenário de tensões menores no Oriente Médio -- que ​acabou se mostrando passageiro --, mas ainda segue em vigor uma ‌subvenção de R$1,12 por ​litro ⁠do combustível.

Para a gasolina, a subvenção de R$0,44 por litro teria validade até o dia 25 de julho. Segundo a Fazenda, uma portaria assinada por Durigan estenderá a validade do benefício por mais 30 dias ​a partir de 26 de julho.

Os preços do petróleo fecharam acima de US$100 nesta quinta-feira pela primeira vez desde maio, depois que os houthis do Iêmen afirmaram ter atacado dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, causando novas interrupções no abastecimento global após a interrupção quase total do tráfego pelo ​Estreito de Ormuz.

FISCAL

Na entrevista, Durigan afirmou que o atual nível dos juros no Brasil prejudica famílias, agricultores e empresas, mas também o governo, que paga mais caro na rolagem da dívida pública.

Apesar de afirmar que os resultados primários do governo estão 'estabilizados', o ministro reconheceu que uma melhora nesse cenário também precisa passar por um trabalho de consolidação fiscal, com corte de despesas públicas e recomposição da base tributária.

“O mesmo esforço que foi feito, de fazer um ajuste de 2 pontos percentuais (do PIB no atual ​mandato), tem que ser feito no próximo mandato”, afirmou.

Após o governo dos Estados Unidos anunciar novas tarifas ‌de 10% e 12,5% a 60 parceiros ⁠comerciais devido a alegações de fiscalização frouxa sobre trabalho forçado, o que também atinge o Brasil, Durigan voltou a se posicionar contra a taxação.

'Não tem justificativa, mas deram um jeito de colocar ⁠tarifa, nesse caso, a todas as grandes economias do mundo, inclusive ⁠ao Brasil', disse.

Ele argumentou que o Brasil insistirá ⁠em negociar com ⁠os ​Estados Unidos, mas seguirá trabalhando para diversificar as exportações para outras regiões.

(Por Bernardo Caram, edição de Alexandre Caverni)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.