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“Super” El Niño pode causar 451 mil mortes a mais, afirmam pesquisadores

“Super” El Niño pode causar 451 mil mortes a mais, afirmam pesquisadores

Reuters

23/09/2026

Placeholder - loading - Leito rachado e ressecado de uma lagoa na aldeia de Galwela Yaya, no distrito de Ampara, no Sri Lanka 28 de agosto de 2026 REUTERS/Priyanshu Singh
Leito rachado e ressecado de uma lagoa na aldeia de Galwela Yaya, no distrito de Ampara, no Sri Lanka 28 de agosto de 2026 REUTERS/Priyanshu Singh

CINGAPURA, 23 Set (Reuters) - O calor ​extremo causado pelo “Super El Niño” deste ano pode resultar em até 451 mil mortes a mais em todo o mundo nos seis meses até fevereiro de 2027, afirmaram nesta quarta-feira pesquisadores do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago.

O número de dias de calor extremo deve aumentar em 44% em comparação com anos normais, afirmou o Laboratório de ⁠Impacto ⁠Climático em um relatório.

O país ​que ‌provavelmente sofrerá o maior número de mortes em excesso relacionadas ao calor, de setembro de 2026 a fevereiro de 2027, é a Nigéria, com 31.400, ⁠seguida pela Indonésia, com 19.300, e pelo Sudão, com ​17.600.

O calor na região do Sahel, na África — incluindo ​Níger e Chade, além da Nigéria ‌e do Sudão —, ​deve ⁠causar mais 66.800 mortes ao longo desse período de seis meses.

Os pesquisadores projetam que as Filipinas, o Vietnã, a Tailândia ​e o Camboja registrarão, juntos, 19.400 mortes adicionais.

O número de mortes em excesso pode subir ainda mais se o El Niño se prolongar até 2027, com áreas-chave do ​Hemisfério Norte, incluindo Índia e Paquistão, especialmente vulneráveis durante os meses de verão.

O Laboratório de Impacto Climático descreveu o El Niño deste ano como um “cartão postal do futuro”, trazendo temperaturas que se tornarão normais em apenas algumas décadas.

Segundo o laboratório, os esforços de resposta a emergências devem ser direcionados ​a regiões de alta prioridade para combater a mortalidade relacionada ‌ao calor nos próximos ⁠meses.

“Este relatório permite que os tomadores de decisão vejam exatamente onde medidas de emergência podem ser tomadas agora para ⁠salvar dezenas de milhares de vidas ⁠nos próximos meses”, disse ⁠Michael Greenstone, economista ⁠da ​Universidade de Chicago e cofundador do laboratório.

(Reportagem de David Stanway)

Reuters

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