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    EUA pedem reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Venezuela

    Por Michelle Nichols

    NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os Estados Unidos requisitaram uma reunião pública do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas sobre a Venezuela no sábado e diplomatas disseram que esperam que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, discurse no encontro.

    Na quarta-feira, Washington reconheceu o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e pediu que outros países façam o mesmo. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, respondeu rompendo relações diplomáticas com os EUA e ordenando que os diplomatas norte-americanos deixem o país.

    Os Estados Unidos alegaram que a situação cada vez mais volátil na Venezuela e a crescente crise humanitária no país 'poderia levar a mais conflitos regionais e instabilidade', segundo o pedido para a reunião do Conselho de 15 membros visto pela Reuters.

    O pedido enfrenta oposição da Rússia, que diz não considerar a situação da Venezuela uma ameaça à paz e à segurança internacional.

    Quando questionado nesta quinta-feira se o conselho deveria se reunir para discutir a Venezuela, o embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, disse: “Eu não acho, isso é assunto interno deles.”

    Qualquer membro do Conselho de Segurança pode pedir uma votação para bloquear a reunião. É necessário um mínimo de nove votos para ganhar tal votação e China, Rússia, Estados Unidos, Reino Unido e França não podem exercer seus vetos. No entanto, diplomatas da ONU disseram que qualquer tentativa de impedir a reunião sobre a Venezuela seria derrotada.

    (Reportagem de Michelle Nichols)

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    Secretário de Estado dos EUA discute situação da Venezuela com Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, discutiu a situação da Venezuela com o presidente Jair Bolsonaro e com o novo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, nesta quarta-feira, no contexto do que descreveu como uma frente unificada contra regimes autoritários na América Latina.

    Em entrevista a repórteres após se reunir com o chanceler no Itamaraty, Pompeo citou Venezuela, Cuba e Nicarágua como países que não cumprem valores democráticos.

    'Temos a oportunidade de trabalharmos juntos um com o outro contra regimes autoritários', disse o secretário de Estado sobre as relações entre Estados Unidos e Brasil, um dia após a cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro, com quem Pompeo também se reuniu.

    De acordo com informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, Bolsonaro reiterou no encontro com Pompeo preocupação com a situação venezuelana e reafirmou o compromisso do Brasil com a estabilidade regional da América do Sul e com a grave situação da Venezuela.

    O presidente também comunicou a intenção de revogar a adesão do Brasil ao Pacto Global Sobre Migrações, reafirmando a importância dos Estados Unidos para a inserção internacional do Brasil e sua intenção de trabalhar para que a relação entre os dois países possam se tornar ainda mais benéficas para ambas as partes.

    O vice-porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Robert Palladino, disse que Pompeo e o chanceler brasileiro discutiram formas de apoiar os povos de Cuba, Venezuela e Nicarágua para 'restaurarem sua governança democrática e os direitos humanos'.

    O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela respondeu às declarações de Pompeo, e disse em comunicado que 'rejeita categoricamente' a 'atitude intervencionista' do secretário de Estado norte-americano, acusando-o de buscar arregimentar apoio entre países latino-americanos para forçar uma 'mudança de regime' da Venezuela.

    Mais de três milhões de venezuelanos deixaram o país da Opep que enfrenta hiperinflação e escassez de alimentos e remédios, a maioria a partir de 2015, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Países vizinhos como Brasil e Colômbia têm recebido a maioria dos imigrantes.

    Os Estados Unidos impuseram sanções financeiras contra a Venezuela e algumas autoridades do governo socialista do presidente Nicolás Maduro, que Washington acusa de corrupção e violações dos direitos humanos. Maduro frequentemente culpa uma 'guerra econômica' liderada pelos EUA pelos problemas do país.

    (Reportagem de Mary Milliken, Anthony Boadle e Lisandra Paraguassu)

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    Pompeo diz que cooperação com Israel sobre Síria e Irã continuará

    Por Mary Milliken

    BRASÍLIA (Reuters) - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse nesta terça-feira que os Estados Unidos continuarão a cooperar com Israel em relação à Síria e em oposição ao Irã no Oriente Médio, mesmo com a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar tropas da Síria.

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou em encontro com Pompeo em Brasília que planejava discutir como intensificar a inteligência e operações de cooperação na Síria e em outros locais para bloquear a “agressão” do Irã.

    Em seus primeiros comentários públicos desde a decisão de Trump, Pompeo disse que “de nenhuma maneira muda o fato de que esta administração está trabalhando ao lado de Israel”.

    “As campanhas contra o Estado Islâmico continuam, nossos esforços para opor a agressão iraniana continuam e nosso compromisso com a estabilidade do Oriente Médio e a proteção de Israel continuam igual a antes da decisão ser tomada”, disse.

    Trump anunciou, mês passado, que planejava retirar tropas norte-americanas da Síria, declarando que elas haviam cumprido a missão de derrotar o Estado Islâmico e não eram mais necessárias no país.

    Ao fazer o anúncio, Trump ignorou o conselho de seus principais assessores de segurança nacional e o fez sem consultar legisladores ou aliados dos EUA que participam das operações contra o Estado Islâmico. A decisão fez com que Jim Mattis renunciasse ao cargo de secretário de Defesa.

    “Temos muito a discutir”, disse Netanyahu, que, como Pompeo, estava em Brasília para a posse de Jair Bolsonaro como novo presidente do Brasil.

    “Discutiremos a intensa cooperação entre Israel e os Estados Unidos, que também lidará com as questões que surgiram depois da decisão, a decisão americana, sobre a Síria, e como intensificar ainda mais nossa cooperação de inteligência e operacional na Síria e em outros lugares para bloquear a agressão iraniana no Oriente Médio.”

    Netanyahu disse que Israel está muito grato pelo “apoio forte e inequívoco” que Pompeo deu aos “esforços de Israel de legítima defesa contra a Síria” nos últimos dias.

    O porta-voz do Departamento de Estado, Robert Palladino, disse que Pompeo e Netanyahu “discutiram a ameaça inaceitável das agressões e provocações do Irã e seus agentes a Israel e à segurança da região” e Pompeo reiterou o compromisso dos EUA com a segurança de Israel e seu direito à legítima defesa.

    Netanyahu disse, mês passado, depois do anúncio de Trump, que Israel reforçará luta contra forças alinhadas com o Irã na Síria, depois da retirada das tropas norte-americanas.

    Israel considera a propagação da influência do Irã no Oriente Médio como uma ameaça crescente e tem realizado ataques aéreos na guerra civil da Síria contra o que suspeita serem mobilizações militares e entrega de armas de forças iranianas apoiando Damasco.

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    Pompeo encontra Erdogan após conversar com sauditas sobre jornalista desaparecido

    Por Tulay Karadeniz e Leah Millis

    ANCARA (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, se encontrou com o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, em Ancara, nesta quarta-feira, depois de conversar com o rei e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita sobre o desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, que enviou seu principal diplomata para tratar da crise, deu o benefício da dúvida à Arábia Saudita no tocante ao desaparecimento de Khashoggi, apesar de parlamentares norte-americanos terem apontado o dedo para a liderança saudita e da pressão ocidental para Riad fornecer respostas.

    O ministro de Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, disse que Pompeo levaria informações sobre o caso a Ancara duas semanas depois de Khashoggi desaparecer quando visitava o consulado saudita de Istambul para obter documentos para seu futuro casamento.

    Autoridades turcas disseram acreditar que Khashoggi --um crítico destacado do príncipe herdeiro da coroa saudita, Mohammed bin Salman-- foi assassinado e que seu corpo foi removido. Fontes da Turquia disseram à Reuters que as autoridades têm uma gravação de áudio indicando que Khashoggi foi morto dentro do consulado.

    Os sauditas negaram com firmeza as acusações, mas veículos da mídia dos EUA noticiaram que estes reconhecerão que Khashoggi foi morto durante um interrogatório mal-sucedido. Trump especulou que 'assassinos particulares' podem ser responsáveis, mas não ofereceu indícios que apóiem essa teoria.

    Depois de se encontrar com o rei Salman e o príncipe herdeiro na terça-feira, Pompeo disse a repórteres que a Arábia Saudita se comprometeu a realizar uma investigação completa sobre o sumiço de Khashoggi.

    Como o príncipe herdeiro, muitas vezes chamado de MbS, saíra do caso Khashoggi é um teste de como o Ocidente lidará com Riad no futuro. O que está em questão é até que ponto o Ocidente acredita que a responsabilidade por Khashoggi é do líder jovem e poderoso.

    'Em cada uma destas reuniões eu enfatizei a importância de eles realizarem uma investigação completa sobre o desaparecimento de Jamal Khashoggi. Eles se comprometeram a fazê-lo', disse Pompeo a repórteres que viajavam com ele depois de embarcar no avião para Ancara.

    'Eles disseram que será uma investigação meticulosa, completa e transparente. Eles indicaram que entenderam que (devem) fazê-lo de maneira oportuna e rápida para poderem começar a responder perguntas importantes'.

    (Reportagem adicional de Makini Brice e Lesley Wroughton)

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    Pompeo debate caso Khashoggi com rei saudita; Turquia investiga 'materiais tóxicos'

    Por Leah Millis e Osman Orsal

    RIAD/ISTAMBUL (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, se encontrou com o rei Salman, da Arábia Saudita, nesta terça-feira, para debater o desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi, enquanto a polícia da Turquia se preparava para fazer uma busca na residência do cônsul saudita em Istambul como parte de um inquérito cada vez mais abrangente.

    Khashoggi, que mora nos Estados Unidos e é um crítico destacado do príncipe herdeiro da coroa saudita, Mohammed bin Salman, desapareceu depois de entrar no consulado em 2 de outubro. Autoridades turcas disseram acreditar que ele foi assassinado dentro do edifício e que seu corpo foi removido, o que os sauditas negam enfaticamente.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, que enviou Pompeo a Riad em um momento de tensão nas relações com o aliado essencial, especulou que 'assassinos particulares' podem ser responsáveis pelo desaparecimento, depois de conversar com o rei Salman.

    Após conversar com o monarca, Pompeo se encontrou com o ministro de Relações Exteriores saudita, Adel al-Jubeir, e jantará com o príncipe Bin Salman. Ele ainda pode ir à Turquia.

    De madrugada investigadores criminais turcos entraram pela primeira vez no consulado saudita de Istambul, o último lugar em que Khashoggi foi visto antes de desaparecer, e inspecionaram as dependências durante mais de nove horas, disseram testemunhas da Reuters.

    Uma fonte da chancelaria turca disse que a polícia fará mais uma busca no consulado nesta terça-feira, e também na residência do cônsul, o que a televisão turca já havia dito poder ter ligação com o desaparecimento de Khashoggi.

    O presidente turco, Tayyip Erdogan, falando a repórteres no Parlamento, levantou a possibilidade de partes do consulado terem sido pintadas. 'A investigação está analisando muitas coisas, como materiais tóxicos e materiais sendo removidos sendo pintados por cima', disse.

    O caso provocou revolta internacional contra o maior exportador de petróleo do mundo, e a mídia e executivos anunciaram que vão boicotar uma conferência de investimento na semana que vem realizada no país.

    O diretor-executivo do HSBC, John Flint, desistiu do evento nesta terça-feira, assim como os CEOs da Standard Chartered e do Credit Suisse.

    Durante a busca inicial no consulado, a rede CNN noticiou na segunda-feira que a Arábia Saudita estava se preparando para admitir a morte de Khashoggi durante um interrogatório mal-sucedido depois de passar uma quinzena negando qualquer papel em seu desaparecimento.

    O New York Times, citando uma pessoa a par dos planos sauditas, noticiou que o príncipe herdeiro aprovou um interrogatório ou sequestro de Khashoggi, e que o governo do reino, que não foi possível contactar de imediato para obter comentários, blindará o príncipe culpando uma autoridade de inteligência pela operação fracassada.

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    Visita de Pompeo à China começa com frieza devido a queixas mútuas

    Por Michael Martina

    PEQUIM (Reuters) - Um encontro de diplomatas de alto escalão dos Estados Unidos e da China começou com frieza nesta segunda-feira, já que o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e o ministro de Relações Exteriores chinês e conselheiro de Estado, Wang Yi, trocaram queixas em um momento de deterioração nas relações bilaterais.

    Embora o encontro tenha incluído as cortesias diplomáticas de praxe e as duas autoridades tenham enfatizado a necessidade de cooperação, os comentários diante dos jornalistas no início de seu encontro na Casa de Hóspedes Diaoyutai de Pequim foram anormalmente contundentes.

    'Recentemente, assim como o lado dos EUA vem escalando constantemente o atrito comercial com a China, também adotou uma série de ações quanto à questão de Taiwan que fere os direitos da China, e fez críticas infundadas das políticas doméstica e externa da China', disse Wang ao falar ao lado de Pompeo.

    'Acreditamos que este foi um ataque direto contra nossa confiança mútua, e lançou uma sombra nas relações China-EUA', acrescentou.

    'Exigimos que o lado dos EUA pare com este tipo de ação equivocada'.

    Pompeo, que colocava Wang a par de sua visita ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, disse: 'Nas questões que você caracterizou, temos uma discórdia fundamental'.

    'Temos grandes preocupações com as ações que a China adotou, e espero ter a oportunidade de debater cada uma delas hoje porque este é um relacionamento incrivelmente importante'.

    Uma autoridade de alto escalão do Departamento de Estado disse que os EUA ainda contam com a cooperação de Pequim nos esforços para desnuclearizar a Coreia do Norte, de quem é a principal aliada.

    'Eu certamente o esperaria', disse o funcionário. 'Esta é uma questão muito importante, e eles reconhecem, aceitam e percebem isso'. Pompeo e Wang discordaram abertamente sobre qual lado cancelou uma cúpula de segurança bilateral que deveria ter acontecido em Pequim neste mês.

    Na semana passada o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, intensificou a pressão de seu país contra Pequim, indo além da guerra comercial ao acusar a China de esforços 'malignos' para minar o presidente Donald Trump antes das eleições parlamentares do mês que vem e de ações militares irresponsáveis no Mar do Sul da China.

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    Pence e Pompeo dizem não ser autores de artigo de 'resistência' publicado no New York Times

    WASHINGTON (Reuters) - O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disseram nesta quinta-feira que não escreveram um artigo anônimo publicado no New York Times segundo o qual muitas autoridades de alto escalão são parte de uma 'resistência silenciosa' dentro do governo do presidente Donald Trump.

    O artigo de opinião veiculado na quarta-feira levou o presidente republicano a atacar o autor anônimo e o jornal, e deu mais combustível às acusações de críticos que julgam Trump instável e inapto para ocupar a Presidência dos Estados Unidos.

    Muitas autoridades de alto escalão do governo vêm trabalhando internamente para frustrar partes de sua agenda de forma a proteger o país de seus piores impulsos, escreveu o funcionário anônimo de Trump no NYT.

    O artigo sacudiu Washington e levou a especulações sobre se o autor trabalha na Casa Branca ou em uma agência governamental, e se outras autoridades podem se pronunciar, renunciar ou serem demitidas.

    O secretário de Estado Pompeo, que antes serviu como diretor da CIA na gestão Trump, disse não ser o autor, e criticou o NYT por publicar o texto.

    'Não é meu', disse Pompeo a repórteres durante uma viagem a Nova Délhi, na Índia. 'Se for verdadeiro... eles não deveriam ter escolhido aceitar a palavra de um elemento ressentido, traiçoeiro e ruim para nada e a colocado em seu jornal'.

    O porta-voz do gabinete do vice-presidente Mike Pence também criticou o jornal, e disse que Pence não escreve colunas anônimas.

    'O vice-presidente coloca seu nome em seus artigos de opinião. O @nytimes deveria estar envergonhado, e também a pessoa que escreveu este artigo de opinião falso, ilógico e covarde. Nosso escritório está acima de atos tão amadores', disse o porta-voz Jarrod Agen no Twitter.

    Na quarta-feira Trump classificou o autor anônimo de 'covarde' e mencionou a possibilidade de uma traição, exortando o NYT a identificar a pessoa ao governo por motivos de segurança nacional.

    'O Estado profundo e a esquerda, e seu veículo, a mídia de notícias falsas, estão enlouquecendo -- e não sabem o que fazer', tuitou Trump na manhã desta quinta-feira. 'Estou drenando o pântano, e o pântano está tentando reagir. Não se preocupem, venceremos!', havia escrito ele mais cedo.

    Em seu artigo no NYT, o autor anônimo escreveu: 'Dada a instabilidade que muitos testemunharam, já houve quem sussurrasse dentro do gabinete a respeito da invocação da 25ª Emenda', mas que este a descartou para evitar uma crise constitucional.

    A 25ª Emenda da Constituição dos EUA trata sobre como responder a incapacidades do presidente.

    O comentário deve ressuscitar as conversas de alguns democratas sobre a possibilidade de pedir um impeachment do presidente caso a oposição assuma o controle da Câmara dos Deputados nas eleições de novembro.

    (Por Phil Stewart e Susan Heavey)

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    Pompeo diz que acordo com a Coreia do Norte pode demorar e que sanções permanecem

    Por Roberta Rampton e David Brunnstrom

    WASHINGTON (Reuters) - Fechar um acordo de desnuclearização com a Coreia do Norte 'pode levar algum tempo', disse o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, nesta quarta-feira, reiterando que sanções continuarão sendo aplicadas enquanto isso, apesar de um enviado da Rússia para Pyongyang ter proposto que se cogite amenizá-las.

    Falando durante uma reunião de gabinete comandada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Pompeo, que teve conversas inconclusivas na Coreia do Norte no início deste mês, disse que houve avanço em algumas questões.

    'Há muito trabalho a fazer. Pode levar algum tempo para chegar onde precisamos chegar. Mas tudo isso acontecerá tendo como pano de fundo a aplicação contínua das sanções existentes', afirmou.

    Pompeo disse que a Coreia do Norte reafirmou seu compromisso de descartar suas armas nucleares e que houve progresso nos arranjos para a devolução dos restos mortais de soldados norte-americanos mortos na Guerra da Coreia de 1950-53.

    'Acho que nas próximas duas semanas receberemos os primeiros restos. Esse é o compromisso', disse Pompeo, acrescentando que a questão é muito importante para as famílias envolvidas.

    O secretário disse que, embora seja necessário trabalhar mais, 'nós nos encontramos em um momento esperançoso, estamos fazendo uma mudança estratégica para a Coreia do Norte, dando-lhes a oportunidade de um futuro mais brilhante para seu povo'.

    Pompeo viajou à Coreia do Norte neste mês na esperança de acertar um roteiro para a desnuclearização, mas qualquer avanço obtido pareceu limitado, e Pyongyang emitiu um comunicado raivoso assim que ele partiu acusando sua delegação de fazer exigências 'dignas de gângsteres'.

    O líder norte-coreano, Kim Jong Un, se comprometeu a desnuclearizar seu país durante uma cúpula inédita com Trump em junho, mas não detalhou como e quando isso pode ocorrer, deixando dúvidas consideráveis sobre as intenções de Pyongyang.

    O governo dos EUA não deu indício de quando o diálogo sobre a desnuclearização pode ser retomado, e pareceu recuar de uma tentativa de estabelecer um cronograma para o processo.

    Na terça-feira Trump disse não haver 'limite de tempo' e reafirmou em um tuíte que 'não há pressa', observando que as sanções continuam em vigor e que haverá grandes benefícios para a Coreia do Norte ao final do processo.

    Trump também disse que, durante um encontro em Helsinque nesta semana, obteve uma promessa do presidente russo, Vladimir Putin, de ajudar a negociar com Pyongyang, mas não explicou como.

    (Por Roberta Rampton, David Brunnstrom e Doina Chiacu em Washington, Michelle Nichols nas Nações Unidas e Andrey Ostroukh em Moscou)

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    Pompeo se reúne com norte-coreanos em Pyongyang para acertar detalhes sobre desnuclearização

    Por Hyonhee Shin e John Walcott

    SEUL/WASHINGTON (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, se reuniu com autoridades norte-coreanas nesta sexta-feira em Pyongyang, na esperança de esclarecer alguns detalhes sobre o desmantelamento do programa nuclear da Coreia do Norte e recuperar os restos mortais de soldados dos EUA desaparecidos durante a Guerra da Coreia.

    Pompeo se encontrou com Kim Yong Chol, que juntamente com ele desempenhou um papel crucial na preparação da cúpula do mês passado entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, em Cingapura, de acordo com uma reportagem conjunta de repórteres que viajam com o secretário.

    A reunião de Pompeo com Kim deve durar algumas horas e não se sabe ao certo se ele se encontrará com Kim Jong Un, disse a reportagem. Ele passará a noite em Pyongyang, a primeira vez que pernoita na Coreia do Norte.

    A reunião de hoje é uma reunião realmente significativa , disse Kim Yong Chol a Pompeo.

    Sim, concordo , respondeu Pompeo. Espero por ela e conto que seja muito produtiva .

    Na cúpula de Cingapura, Kim Jong Un assumiu o compromisso de trabalhar rumo à desnuclearização , mas não detalhou como ou quando desativará o programa nuclear que desenvolveu desafiando resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

    O presidente me disse que acredita que o presidente Kim vê um futuro diferente e mais brilhante para o povo da Coreia do Norte. Nós dois esperamos que isso seja verdade , disse Pompeo no Twitter depois de uma conversa por telefone com Trump quando seguia para a Coreia do Norte.

    Próxima parada: Pyongyang. Espero poder continuar minhas reuniões com líderes norte-coreanos. Há muito trabalho duro pela frente, mas a paz vale a pena , acrescentou.

    Pompeo disse que está tentando esclarecer alguns detalhes sobre os compromissos norte-coreanos e manter o incentivo para a implantação do acordo resultante da cúpula, segundo a reportagem conjunta.

    O secretário tentará obter consentimento ao menos a respeito de uma lista inicial de instalações nucleares e um inventário que possam ser comparados com a inteligência disponível, disseram autoridades de inteligência à Reuters.

    Também terá destaque na agenda a questão dos corpos de soldados norte-americanos desaparecidos durante a Guerra da Coreia de 1950-53. Após a cúpula de Cingapura, Trump disse que ele e Kim concordaram em enviá-los de volta aos EUA.

    (Reportagem adicional de Lesley Wroughton em Washington)

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