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Taxas dos DIs caem em dia de decisão do Copom e nova pesquisa eleitoral

Taxas dos DIs caem em dia de decisão do Copom e nova pesquisa eleitoral

Reuters

05/08/2026

Placeholder - loading - Moedas de R$1 em foto ilustrativa 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos
Moedas de R$1 em foto ilustrativa 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 5 Ago (Reuters) - ​As taxas dos DIs operavam em baixa nesta quarta-feira ante os ajustes da véspera, com investidores à espera da decisão sobre a Selic após o fechamento do mercado, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries exibiam sinais mistos.

Internamente, o noticiário político vai ganhando força, após pesquisa Genial/Quaest mostrar diferença menor entre os principais candidatos ao Planalto.

Às 10h23, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,78%, em baixa de 6 pontos-base ante o ajuste de 13,836% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, ⁠a ⁠taxa do DI para janeiro de 2035 ​estava ‌em 14,33%, com queda de 8 pontos-base ante o ajuste de 14,409%.

Na terça-feira, as taxas curtas e intermediárias fecharam com altas em meio ao temor de novas sanções dos EUA contra o Brasil. Com a sessão regular já encerrada, ⁠os EUA se limitaram a revogar o visto da embaixadora do Brasil ​em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Com isso, a curva iniciou a quarta-feira menos pressionada, ​refletindo ainda a nova pesquisa Genial/Quaest, na qual ‌o presidente Luiz Inácio ​Lula ⁠da Silva (PT) segue à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto, mas com uma vantagem menor.

Na projeção de segundo turno, Lula tem 44% das intenções de voto, contra 39% ​de Flávio. Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, os percentuais eram de 45% para Lula e 37% para Flávio.

No mercado, parte ​dos agentes avalia que a reeleição de Lula seria um fator negativo para o equilíbrio fiscal.

Enquanto observam o cenário político, os agentes aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a partir das 18h30.

Na última segunda-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 94,75% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic nesta quarta-feira. Para o encontro seguinte, em setembro, a precificação indica ​66% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base. Atualmente a Selic está em 14,25% ‌ao ano.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries ⁠oscilavam sem uma direção única nesta manhã, enquanto o petróleo Brent subia para perto dos US$80 o barril. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que seu ⁠governo teve “conversas muito boas” com o Irã durante as ⁠negociações de terça-feira, alimentando as expectativas de ⁠fim do conflito.

Veja como ⁠estavam ​as taxas dos principais contratos de DI às 10h23 desta quarta-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JAN/27 13,77 13,79 -0,02

JAN/28 13,78 13,836 -0,056

JAN/29 13,965 14,034 -0,069

JAN/30 14,095 14,166 -0,071

JAN/31 14,16 14,239 -0,079

JAN/35 14,33 14,409 -0,079

(Edição de Pedro Fonseca)

Reuters

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