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Taxas dos DIs de longo prazo sobem mais de 260 pontos-base após vitória de Lula

Taxas dos DIs de longo prazo sobem mais de 260 pontos-base após vitória de Lula

Reuters

26/10/2026

Placeholder - loading - Moedas de real brasileiro, 15 de outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos
Moedas de real brasileiro, 15 de outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos

Atualizada em  26/10/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 26 ​Out (Reuters) - As taxas dos DIs dispararam nesta manhã de segunda-feira após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, surpreendendo o mercado.

Às 9h58, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,915%, em alta de 206 pontos-base ante o ajuste de 12,859% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,375%, ⁠com elevação ⁠de 263 pontos-base ante 12,745%.

Lula ​venceu a ‌disputa pelo Planalto com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Como o mercado estava em grande parte posicionado para uma vitória de Flávio, o ajuste nesta manhã é intenso.

Na ⁠noite de domingo, profissionais consultados pela Reuters já haviam projetado um ​forte avanço das taxas dos DIs, em especial nos contratos com prazos ​mais longos, que refletem mais diretamente a ‌perspectiva para a ​política fiscal.

No ⁠dia seguinte ao primeiro turno, quando Flávio ficou à frente de Lula, a taxa do DI para janeiro de 2035 chegou a ceder mais de 130 ​pontos-base, em meio à euforia do mercado com a possibilidade de o senador vencer a disputa.

Por trás da euforia estava a leitura de que, com Flávio no Planalto, cresceriam as chances de um ajuste nas contas ​públicas. Como Lula venceu o segundo turno, garantindo mais um mandato, a curva a termo brasileira está enfrentando um forte ajuste de alta nesta segunda-feira.

Em função das oscilações, a B3 elevou, por meio de comunicado, todos os limites de alta das taxas dos DIs, em todos os vencimentos.

Em outra medida, o Tesouro Nacional informou nesta manhã o cancelamento do tradicional leilão de títulos ​indexados à inflação na terça-feira e o cancelamento do leilão de papéis prefixados ‌na quinta-feira. Por outro lado, ⁠o Tesouro manteve o leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), títulos indexados à taxa básica Selic, previsto para terça-feira.

Ao anunciar os cancelamentos, o Tesouro ⁠busca não estimular taxas ainda mais elevadas nos ⁠mercados de títulos e de DIs.

Veja ⁠como estavam as ⁠taxas ​dos principais contratos de DI às 9h58 desta segunda-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JAN/27 13,9 13,468 0,432

JAN/28 14,915 12,859 2,056

JAN/29 15,03 12,642 2,388

JAN/30 15,215 12,645 2,57

JAN/31 15,25 12,642 2,608

JAN/35 15,375 12,745 2,63

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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