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Taxas dos DIs sobem após atividade econômica cair menos que o esperado em dezembro

Taxas dos DIs sobem após atividade econômica cair menos que o esperado em dezembro

Reuters

19/02/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 19 Fev (Reuters) - As taxas ​dos DIs fecharam a quinta-feira em alta, após o Banco Central informar que a atividade econômica no Brasil teve uma retração menor que a esperada em dezembro, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries viraram para o negativo no fim da tarde.

A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,61% no fim da tarde, em alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 12,592% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,445%, com elevação de 11 pontos-base ante 13,339%.

O Banco Central ⁠informou ⁠na abertura da sessão que seu Índice ​de Atividade ‌Econômica (IBC-Br), considerado uma espécie de prévia para o Produto Interno Bruto (PIB), cedeu 0,2% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal. A retração foi inferior à baixa de 0,5% projetada por economistas em pesquisa da Reuters.

Em 2025, o IBC-Br acumulou ⁠alta de 2,5% pela série sem ajuste sazonal e, no quarto trimestre do ​ano passado, elevação de 0,4% ante o trimestre anterior, pela série ajustada.

Na esteira dos ​dados, o economista Antonio Ricciardi, do Daycoval, avaliou ‌que, com a atividade ​resiliente e ⁠o impulso da isenção do Imposto de Renda sobre a atividade no primeiro trimestre de 2026, faz mais sentido para o Banco Central cortar a Selic em apenas 25 pontos-base em março, ​e não em 50 pontos-base. Atualmente a Selic está em 15%.

Neste cenário, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima de 12,640% às 11h49, em alta de 5 pontos-base. No mesmo horário, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava na ​máxima de 13,460%, com elevação de 12 pontos-base.

Naquele momento, os rendimentos dos Treasuries subiam no exterior, o que também dava suporte à curva brasileira. No fim da tarde, os rendimentos dos títulos norte-americanos haviam perdido força. Às 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 1 ponto-base, a 4,071%.

Os títulos norte-americanos precificavam no fim da tarde em 94,1% a chance de o Federal Reserve manter sua taxa de referência na ​faixa entre 3,50% e 3,75% em março, contra 5,9% de probabilidade de corte de 25 pontos-base, ‌conforme a ferramenta CME FedWatch.

No Brasil, as ⁠opções de Copom negociadas na B3 precificavam na sexta-feira antes do Carnaval -- dado mais recente -- 75,75% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 17% de ⁠chance de redução de 25 pontos-base e 3,50% de possibilidade ⁠de manutenção.

Para a reunião seguinte, de abril, ⁠a precificação era de ⁠64,79% ​de chance para corte de 50 pontos-base, contra 22,91% de probabilidade de redução de 75 pontos-base.

Reuters

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