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TCU encerra negociações para acordo sobre termelétricas da Eneva, dizem fontes

TCU encerra negociações para acordo sobre termelétricas da Eneva, dizem fontes

Reuters

23/09/2026

Placeholder - loading - Trabalhadores caminham em frente ao terminal de importação de gás da empresa de geração de energia Eneva, em Aracaju 8 de outubro de 2024 REUTERS/Marta Nogueira
Trabalhadores caminham em frente ao terminal de importação de gás da empresa de geração de energia Eneva, em Aracaju 8 de outubro de 2024 REUTERS/Marta Nogueira

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, ​23 Set (Reuters) - A câmara do Tribunal de Contas da União (TCU) dedicada a soluções consensuais decidiu encerrar as negociações sobre um acordo que permitiria flexibilizar o funcionamento de usinas termelétricas da Eneva, disseram fontes envolvidas no processo à Reuters.

A desistência, pactuada na tarde de terça-feira, ocorre após a diretoria ⁠da ⁠Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ​ter ‌rejeitado dar seu aval à potencial mudança nos contratos das usinas da Eneva.

A Eneva vinha discutindo com o Ministério de ⁠Minas e Energia, com mediação do TCU, uma ​mudança contratual para flexibilizar o despacho de três ​projetos: UTE Maranhão III, ‌UTE MC2 Nova ​Venécia ⁠2 e UTE Azulão II e IV, que somam 1,2 gigawatt (GW) de potência.

A ideia é que, em ​vez de funcionarem compulsoriamente o tempo todo, essas usinas pudessem ser acionadas apenas quando o sistema elétrico realmente precisar. Essa mudança poderia ​representar uma economia bilionária aos consumidores de energia, segundo cálculos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apresentados pela Eneva.

Apesar da vantagem apontada pela empresa em sua proposta, a Aneel entendeu que não seria possível, nesse momento, comprovar os benefícios ​aos consumidores no longo prazo, o que aumentava a ‌incerteza sobre o acordo, ⁠disse uma das fontes.

Procurada, a Eneva não comentou imediatamente. Já o TCU disse que o ⁠processo, que é sigiloso, ainda ⁠estava em andamento ⁠e não ⁠havia ​informações públicas disponíveis.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)

Reuters

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