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    Tecnologia pode transformar a Lua em um “oitavo continente da Terra”

    EUA quer pisar novamente na Lua em 2024.

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    Ilustração de um módulo de pouso feito pela Nasa (Foto: NASA/AFP)

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    Há cinquenta anos o Homem pisava na Lua pela primeira vez e hoje o satélite natural segue atraindo o interesse do mundo inteiro. Os Estados Unidos e a China ambicionam enviar humanos para lá já em 2024, através de projetos públicos e privados de exploração robótica – que vêm se multiplicando.

    David Parker, diretor de exploração da Agência Espacial Europeia (ESA) se refere à Lua como um “oitavo continente da Terra”, mesmo que ninguém tenha pisado em seu solo desde 1972. “A Lua é o único destino planetário que podemos ver com nossos olhos, sem que seja apenas um ponto brilhante”.

    “O novo interesse pela Lua é explicado em parte pelos avanços tecnológicos, que permitem considerar missões muito mais baratas do que no passado, incentivando vários atores a trabalhar em projetos”, diz Jean-Yves Le Gall, chefe da agência espacial francesa CNES.

    Le Gall cita ainda países que têm ambição de enviar missões tripuladas. E a briga entre China e EUA para ver quem consegue voltar ao satélite primeiro faz com que tudo avance mais rápido ainda.

    Em outubro de 2003, o envio pela China do primeiro taikonauta ao espaço fez com que o governo americano ficasse ciente do surgimento de um novo concorrente neste setor. O então presidente George W. Bush respondeu em janeiro de 2004 com a promessa de um retorno à Lua até 2020.

    Devido aos custos e atrasos significativos do programa, chamado Constellation, seu sucessor Barack Obama encerrou o projeto em 2010, preferindo concentrar os esforços da Nasa na preparação da jornada do Homem até Marte na década de 2030.

    Com a eleição de Donald Trump, no entanto, as atenções se voltaram à Lua novamente. Em 2017, o presidente assinou uma diretriz pedindo à Nasa que preparasse o retorno dos humanos ao satélite. Num primeiro momento a data de 2028 foi fixada. Mas em março a Casa Branca acelerou o cronograma, exigindo que os astronautas americanos aterrissem na Lua em 2024.

    Enquanto isso, a China avança em seu programa espacial. Em janeiro, conseguiu pousar uma missão robótica, Chang’e-4, na face oculta da Lua. “Em si, não foi grande coisa. Mas foi simbólico, porque nenhum país tinha feito antes e chamou a atenção de todo o mundo”, admite John Logsdon, professor emérito no Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington.

    Já a Rússia, na ausência de meios financeiros, não aparece em destaque na cena lunar, mesmo que desenvolva um programa de exploração robótica.

    Até agora, apenas a Rússia, os Estados Unidos e a China conseguiram pousar dispositivos na Lua. A Índia espera tornar-se a quarta, já que deve enviar uma missão em meados de julho, visando pousar um robô no começo de setembro.

    E quando se trata de enviar pessoas, a viagem ao satélite pode custa muito caro. Neste sentido, o Congresso americano reluta em financiar um aumento do orçamento da Nasa indispensável para acelerar o calendário.

    O objetivo de 2024 será ainda mais difícil de cumprir, já que o desenvolvimento do mega-foguete SLS está atrasado. As celebrações do 50º aniversário da Apollo 11, no entanto, “serão uma oportunidade para reunir o apoio dos cidadãos americanos” a esta nova missão, acredita Logsdon.

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