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Trump desiste da ideia de bancos coletarem informações sobre cidadania

Trump desiste da ideia de bancos coletarem informações sobre cidadania

Reuters

19/05/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump 15 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci
Presidente dos EUA, Donald Trump 15 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci

Por Nupur Anand e Tatiana Bautzer

19 ​Mai (Reuters) - Os não-cidadãos nos EUA enfrentarão um maior escrutínio sobre suas atividades bancárias após um decreto do presidente Donald Trump nesta terça-feira, mas a medida foi menos extensa do que uma proposta anterior lançada pelo Tesouro exigindo que os bancos coletassem informações sobre a cidadania dos clientes.

O decreto determina que o secretário do Tesouro emita um aviso aos bancos para que identifiquem sinais de alerta relacionados à evasão de impostos sobre a folha de pagamento, ocultação da ⁠verdadeira ⁠titularidade da conta, pagamentos de ​salários não ‌contabilizados, tráfico de mão de obra e o uso de números de identificação de contribuintes individuais para abrir contas ou obter crédito sem presença legal verificada nos EUA.

A Casa Branca também ⁠disse que o Tesouro e os órgãos reguladores deveriam propor mudanças ​na Lei de Sigilo Bancário para facilitar a obtenção de informações ​sobre os clientes, destacando os documentos ‌de identificação consular como ​arriscados. ⁠O site de notícias Semafor informou o conteúdo dos decretos nesta terça-feira.

Trump havia anunciado anteriormente que emitiria um decreto exigindo que os bancos coletassem ​dados sobre a cidadania ou o status imigratório de seus clientes, uma diretriz que os executivos seniores do setor haviam alertado que seria dispendiosa e perturbadora.

Os bancos consideraram que verificar a situação imigratória e ​a cidadania de todos os clientes atuais seria muito oneroso e quase impossível, informou a Reuters no mês passado.

Os bancos explicaram que tal medida poderia levar ao cancelamento de contas bancárias de milhões de clientes e reduzir o acesso financeiro dos norte-americanos. Um executivo de um grande banco, que pediu anonimato, disse que o governo demonstrou que ouve a ​população e está aberto a mudanças.

As mudanças são positivas para os bancos, disse ‌Ed Mills, analista de políticas ⁠de Washington da Raymond James.

'Obviamente, o governo quer maiores controles sobre a imigração, mas os reguladores bancários sempre quiseram que o maior ⁠número possível de transações financeiras passasse pelos ⁠sistemas financeiros tradicionais. Isso teria removido ⁠muitos indivíduos do ⁠sistema ​financeiro, o que também poderia criar um risco à segurança nacional', acrescentou.

Reuters

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