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Trump diz que é “triste ver” relação entre EUA e Reino Unido deteriorar-se por ataques ao Irã

Trump diz que é “triste ver” relação entre EUA e Reino Unido deteriorar-se por ataques ao Irã

Reuters

03/03/2026

Placeholder - loading - Donald Trump e Keir Starmer em Aberdeen, na Escócia  28/7/2025   Jane Barlow/Pool via REUTERS
Donald Trump e Keir Starmer em Aberdeen, na Escócia 28/7/2025 Jane Barlow/Pool via REUTERS

Por Kate Holton

LONDRES, 3 Mar (Reuters) - O presidente dos EUA, ​Donald Trump, criticou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pela segunda vez esta semana, dizendo que é “triste ver” a deterioração da chamada relação especial depois que o Reino Unido inicialmente se absteve de fornecer apoio aos ataques dos EUA ao Irã.

Starmer disse que o Reino Unido não participou do ataque a Teerã pelos Estados Unidos e Israel porque qualquer ação militar britânica deve ter um “plano viável e bem pensado” e ele não acredita em “mudança de regime a partir dos céus”.

Mas desde então, ele permitiu que os EUA usassem bases britânicas para lançar o que chamou de ataques limitados ⁠e ⁠defensivos para enfraquecer as capacidades de Teerã, ​depois que ‌o Irã atingiu aliados dos EUA na região com drones e mísseis. Na segunda-feira, uma base britânica no Chipre foi atingida por um drone que, segundo autoridades cipriotas, provavelmente foi lançado pelo grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Trump disse que não precisa do ⁠apoio do Reino Unido para atacar o Irã, mas afirmou que o atraso ​foi decepcionante.

“É muito triste ver que a relação obviamente não é mais o que era”, ​declarou Trump ao jornal The Sun em uma entrevista ‌publicada na terça-feira.

Ele disse ​ao ⁠Telegraph na segunda-feira que Starmer parecia estar “preocupado com a legalidade” dos ataques ao Irã, quando avaliava se permitiria que a base aérea estrategicamente importante do Reino Unido, Diego Garcia, fosse usada.

Starmer foi criticado por ​todos os lados internamente pela decisão, com os oponentes da esquerda pedindo que ele condenasse a ação militar, enquanto na direita, os líderes da oposição Kemi Badenoch e Nigel Farage atacaram Starmer por não apoiar o principal aliado britânico em matéria de segurança e inteligência.

O Reino ​Unido há muito se orgulha de sua relação com os EUA, auxiliada por líderes britânicos como Winston Churchill, Margaret Thatcher e Tony Blair, que cultivaram relações sólidas com seus homólogos Franklin D. Roosevelt, Ronald Reagan e George W. Bush.

Starmer, um ex-advogado de centro-esquerda, surpreendeu seus críticos quando também estabeleceu uma relação sólida com Trump, mas isso foi posto à prova no último ano, desde que o líder norte-americano se tornou mais combativo em várias frentes.

Trump disse ao The Sun que ​nunca pensou que veria o Reino Unido se tornar um parceiro relutante e, em vez disso, elogiou ‌a França e a Alemanha.

“Essa era a ⁠relação mais sólida de todas”, afirmou ele. “E agora temos relações muito fortes com outros países da Europa.”

“A França tem sido ótima. Todos eles têm sido ótimos. O Reino Unido tem ⁠sido muito diferente dos outros.”

Reino Unido, França e Alemanha divulgaram ⁠uma declaração conjunta em resposta aos ataques ⁠de sábado, dizendo que ⁠estavam ​em contato próximo com os EUA, Israel e parceiros na região, e pedindo a retomada das negociações.

Reuters

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