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    Trump diz que pode intervir em caso de prisão de executiva da Huawei

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    Por Steve Holland e Jeff Mason e Roberta Rampton

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira que vai intervir junto ao Departamento de Justiça norte-americano, no caso contra uma executiva da chinesa Huawei Technologies, caso isso ajude a garantir um acordo comercial com Pequim.

    'Se eu acho que é bom para o país, se eu acho que é bom para o que será certamente o maior acordo comercial já feito - o que é uma coisa muito importante, o que é bom para a segurança nacional - eu certamente intervirei se achar necessário', disse Trump em entrevista à Reuters.

    Trump expressou otimismo de que poderá acertar um acordo comercial com o presidente da China, Xi Jinping, enquanto os dois países travam uma disputa que contribuiu para o recente declínio do mercado acionário dos EUA e levantou dúvidas sobre se a turbulência econômica poderá afetar o governo de Trump em 2019.

    A pedido de autoridades norte-americanas, a vice-presidente financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi presa no início do mês no Canadá sob a acusação de violar sanções dos EUA contra o Irã.

    A prisão aconteceu no mesmo dia em que Trump e Xi declararam durante a cúpula do G20 em Buenos Aires uma trégua de 90 dias na guerra comercial iniciada por Washington.

    Trump, que quer que a China abra seus mercados para mais produtos fabricados nos Estados Unidos e acabe com o que Washington chama de roubo de propriedade intelectual, disse que ainda não falou com Xi sobre a prisão da executiva da Huawei.

    Na esteira de seu encontro com Xi em Buenos Aires, Trump disse durante a entrevista que conversas comerciais com Pequim estavam em andamento por telefone, com mais prováveis reuniões entre autoridades norte-americanas e chinesas.

    Já preocupante, as relações entre os Estados Unidos e a China ficaram ainda mais complicadas com a prisão de Meng. Se extraditada para os Estados Unidos, Meng enfrentará acusações de conspiração para fraudar várias instituições financeiras, o que pode render condenações de vários anos de prisão.

    Um tribunal canadense na terça-feira definiu uma fiança para que Meng aguarde uma audiência de extradição fora da prisão.

    INTERVENÇÃO

    Durante a entrevista, Trump disse que Meng poderia ser libertada. 'Bem, é possível que muitas coisas diferentes aconteçam. Também é possível que seja parte das negociações (comerciais). Mas falaremos com o Departamento de Justiça, falaremos com a China, teremos muitas pessoas envolvidas', disse ele.

    Perguntado se gostaria de ver Meng extraditada para os EUA, Trump disse que queria primeiro ver o que os chineses pedem. Ele acrescentou, no entanto, que as alegações contra a Huawei são preocupantes.

    'Esse tem sido um grande problema que tivemos de tantas maneiras diferentes com empresas da China e de outros lugares', disse ele.

    Trump já interveio em nome de uma empresa chinesa antes. No começo do ano, ele revisou as multas aplicadas à empresa chinesa ZTE por mentir aos EUA depois que a empresa se declarou culpada de violar as sanções de Washington contra o Irã. Segundo Trump, a revisão ocorreu porque a fabricante da área de telecomunicações é uma grande compradora de componentes produzidos por fornecedores norte-americanos.

    (Por Steve Holland, Jeff Mason e Roberta Rampton)

    Escrito por Thomson Reuters

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