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Trump endurece regras de isenções na cadeia de suprimentos de defesa

Trump endurece regras de isenções na cadeia de suprimentos de defesa

Reuters

20/07/2026

Placeholder - loading - O presidente dos EUA, Donald Trump, na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, Virgínia, EUA 30 de setembro de 2025 REUTERS/Kevin Lamarque
O presidente dos EUA, Donald Trump, na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, Virgínia, EUA 30 de setembro de 2025 REUTERS/Kevin Lamarque

Por Jarrett Renshaw

WASHINGTON, 20 Jul (Reuters) - O presidente ​dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira um decreto que dificulta, para empresas contratadas pelo setor de defesa dos EUA, a obtenção de isenções que lhes permitam comprar minerais essenciais e outros materiais da China e de outros fornecedores estrangeiros proibidos — a mais recente iniciativa do governo para reduzir a dependência de cadeias de suprimentos no exterior para a produção de armas.

Pelas novas regras, empresas contratadas pelo setor de defesa terão que fazer muito mais do que simplesmente demonstrar que um fornecedor chinês é a ⁠opção ⁠mais fácil ou mais barata.

As empresas que ​solicitarem ‌uma isenção precisarão comprovar que buscaram alternativas, explicar de onde vêm seus materiais e apresentar um plano para deixar de recorrer a fornecedores proibidos. As empresas poderão perder contratos se não provarem que estão fazendo o suficiente para ⁠se abastecer no mercado interno.

“Chega de ‘não tentamos nada e estamos sem ​opções’”, disse a jornalistas o assessor da Casa Branca, Peter Navarro, durante coletiva ​antes da divulgação do decreto.

A mudança nas regras ‌surge em um momento ​em ⁠que o Pentágono pressiona empreiteiras de defesa como a Lockheed Martin e a Boeing a expandir rapidamente a produção de armas, ao mesmo tempo em que enfrenta vulnerabilidades persistentes nas cadeias de ​suprimentos que abastecem as Forças Armadas dos EUA.

Muitos minerais essenciais e materiais processados utilizados em mísseis, aeronaves e outros sistemas avançados ainda dependem de fornecedores chineses, deixando as empresas travadas entre a exigência de se afastar de Pequim e a necessidade ​de manter o fluxo de armas para as forças norte-americanas e seus aliados.

Além de tornar mais rigorosos os requisitos para isenções, o decreto instrui o Pentágono a elaborar regras que exijam dos contratados que mapeiem as cadeias de suprimentos críticas de defesa, desde as matérias-primas até os produtos militares acabados.

As empresas serão obrigadas a identificar as origens dos minerais, componentes, softwares e outros insumos utilizados em sistemas de armas designados, ​ampliando a visibilidade do governo para além dos contratados principais, abrangendo também os fornecedores de ‌níveis inferiores.

“Isso não é burocracia. É ⁠preparação para o campo de batalha”, disse Navarro, argumentando que o Pentágono precisa saber se sistemas de mísseis ou outras plataformas militares dependem de fornecedores controlados ⁠por estrangeiros antes que um conflito comece.

O decreto também ⁠exige que os contratados avaliem os fornecedores ⁠quanto à participação ⁠estrangeira, ​vulnerabilidade financeira e riscos de fabricação, e substituam aqueles considerados não confiáveis.

(Reportagem de Jarrett Renshaw)

Reuters

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