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Trump fará discurso “unificador, mas contundente” em jantar em comemoração à liberdade de imprensa

Trump fará discurso “unificador, mas contundente” em jantar em comemoração à liberdade de imprensa

Reuters

24/07/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump, acompanhado pela primeira-dama Melania Trump e pela correspondente sênior da CBS News na Casa Branca, Weijia Jiang, bate continência durante jantar anual da Associaçã
Presidente dos EUA, Donald Trump, acompanhado pela primeira-dama Melania Trump e pela correspondente sênior da CBS News na Casa Branca, Weijia Jiang, bate continência durante jantar anual da Associaçã

Atualizada em  24/07/2026

Por Helen Coster e Steve Holland

24 Jul (Reuters) - O presidente norte-americano, Donald Trump, ​fará um discurso “unificador, mas contundente” para a Associação de Correspondentes da Casa Branca nesta sexta-feira, durante um jantar em comemoração à liberdade de imprensa que foi adiado após um tiroteio ocorrido do lado de fora do evento original, informou a Casa Branca.

Trump se dirigirá a jornalistas das principais organizações de notícias com as quais já teve desentendimentos sobre cobertura e acesso.

“O discurso do presidente será unificador, porém contundente, e sério, mas também hilário, tudo ao mesmo tempo, se é que dá para imaginar isso. Uma coisa eu posso garantir: será divertido”, disse a secretária de imprensa, Karoline Leavitt.

O governo Trump enfrenta críticas de defensores da liberdade de imprensa por causa de ações judiciais contra organizações de mídia, restrições ao acesso de alguns jornalistas e ameaças de medidas contra emissoras. Ele rejeita as críticas, afirmando que seu governo está promovendo a prestação de contas e combatendo o viés.

O evento de gala, que reunia jornalistas, políticos e autoridades do ⁠governo, foi cancelado em ⁠25 de abril depois que um homem tentou forçar a ​passagem por um ‌posto de segurança e disparou uma espingarda do lado de fora do salão onde Trump e membros de seu gabinete estavam se acomodando.

O suspeito, Cole Allen, se declarou inocente em maio das acusações, que incluem tentativa de assassinato do presidente.

O jantar foi transferido para o hotel Waldorf Astoria e ocorrerá sob medidas de segurança reforçadas.

“ESPERAMOS QUE PESSOAS MAL-INTENCIONADAS APAREÇAM”

O diretor do Serviço Secreto, Sean Curran, disse aos repórteres na quarta-feira que ⁠uma equipe de preparação estava implementando um plano de segurança abrangente no hotel.

“Esperamos que pessoas mal-intencionadas apareçam”, disse Curran. “É ​simplesmente a realidade da situação em que nos encontramos, mas estamos tratando isso da mesma forma que em qualquer outro local que o ​presidente visite.”

Trump afirmou que o episódio em abril demonstrou a necessidade de um salão de ‌festas de US$400 milhões que está ​sendo construído ⁠na Casa Branca, alegando que a realização de tais eventos no local aumentaria a segurança do presidente.

O jantar desta sexta-feira homenageará o agente do Serviço Secreto Victor Gonzales, que foi baleado em um posto de controle de segurança do lado de fora do salão em abril e é considerado o responsável por impedir o ​ataque. Ele usava um colete à prova de balas e foi a única pessoa ferida naquela noite. Os funcionários do Washington Hilton que prestaram assistência aos convidados também serão homenageados, informou a associação de correspondentes.

O jantar — um evento anual no calendário de Washington há mais de um século — arrecada fundos para bolsas de estudo em jornalismo e celebra a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão e de imprensa. Trump deve ​proferir um discurso, e o mentalista Oz Pearlman será responsável pelo entretenimento.

O incidente de abril ocorreu durante a primeira participação de Trump como presidente no jantar dos correspondentes. Ele havia boicotado o evento nos anos anteriores no cargo.

BATALHAS DE TRUMP CONTRA A IMPRENSA

Trump tem entrado frequentemente em conflito com a mídia, processando vários veículos de comunicação, denunciando coberturas desfavoráveis como “fake news” e criticando jornalistas nominalmente. Seu governo excluiu a Associated Press do grupo de imprensa da Casa Branca e restringiu o acesso de alguns jornalistas ao Pentágono, entre outras medidas.

Na semana passada, Trump ameaçou revogar as licenças das redes de TV que não transmitissem seu discurso no horário nobre sobre segurança eleitoral, que incluía alegações sobre interferência estrangeira nas eleições que contradiziam uma avaliação da inteligência dos EUA.

A Casa ​Branca defendeu suas medidas, afirmando que o governo busca proteger informações confidenciais, melhorar a segurança e aumentar a prestação de contas por parte do que chama de ‌organizações de mídia tendenciosas.

Mesmo tendo intensificado suas ações contra a mídia, ⁠Trump tem proporcionado aos repórteres um acesso mais direto do que os presidentes recentes, respondendo a perguntas durante aparições públicas abertas ao público e conversando regularmente com jornalistas por telefone.

Várias centenas de jornalistas veteranos, juntamente com oito organizações profissionais de jornalismo, assinaram uma carta instando a Associação dos Correspondentes da ⁠Casa Branca a usar o jantar para condenar o que chamaram de ataques de Trump à ⁠Primeira Emenda.

A presidente da entidade, Weijia Jiang, disse que o evento “será uma ⁠declaração de que a violência não ⁠tem ​lugar na vida norte-americana e que a imprensa livre não será intimidada a ficar em silêncio”.

(Reportagem de Helen Coster, em Nova York, e Steve Holland, em Washington)

Reuters

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