Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Trump zomba da popularidade do nome Mohammad, comum entre os muçulmanos

Trump zomba da popularidade do nome Mohammad, comum entre os muçulmanos

Reuters

16/10/2026

Placeholder - loading - Trump discursa em comício em Dalton, Geórgia 16 de outubro de 2026 REUTERS/Elijah Nouvelage
Trump discursa em comício em Dalton, Geórgia 16 de outubro de 2026 REUTERS/Elijah Nouvelage

Por Steve Holland e Kanishka Singh

DALTON, ​GEÓRGIA, 16 Out (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma piada sobre a popularidade do nome Mohammad no mundo muçulmano ao zombar da presidência do Irã durante um discurso de campanha nesta sexta-feira.

“Sabe, se você tiver dúvidas sobre o nome de alguém do Oriente Médio, basta dizer ‘Mohammad’”, disse Trump à multidão em Dalton, na Geórgia. “Você tem cerca de 65% de chance de acertar. ‘Olá, Mohammad.’ Faço isso há anos. Nunca errei.”

Mohammad é um ⁠dos ⁠nomes masculinos mais comuns entre os ​muçulmanos, ‌que costumam dar aos filhos o nome do profeta Mohammad, fundador do Islã, conhecido como Maomé no Brasil.

Trump fez o comentário enquanto discutia o Irã durante um comício em um hangar no ⁠Aeroporto Municipal de Dalton, na Geórgia, onde fez campanha para ​candidatos republicanos antes das eleições de meio de mandato de 3 ​de novembro.

“O Irã é o único país ‌onde ninguém quer ser ​presidente”, ⁠disse Trump, e então fingiu perguntar a várias pessoas chamadas Mohammad se elas queriam o cargo. Masoud Pezeshkian é presidente do Irã desde 2024.

A plateia ​da Geórgia reagiu com silêncio à piada.

Defensores dos direitos humanos e grupos de defesa dos muçulmanos têm criticado repetidamente Trump por uma retórica que, segundo eles, demoniza e ridiculariza muçulmanos, imigrantes e minorias étnicas.

Ele ​intensificou essa retórica durante a campanha para as eleições de meio de mandato, particularmente contra somalis e muçulmanos norte-americanos, incluindo o candidato democrata muçulmano ao Senado dos EUA Abdul El-Sayed e a deputada Ilhan Omar, uma democrata de Minnesota que chegou aos EUA como refugiada somali.

Trump reiterou sua promessa de que o Irã nunca teria uma arma nuclear, sete meses depois que ​os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra Teerã com o ‌objetivo, em parte, de paralisar seu ⁠programa nuclear.

Um relatório anual do Conselho de Relações Islâmico-Americanas, divulgado no início deste ano, atribuiu o aumento da islamofobia nos EUA, em ⁠parte, à repressão de Trump à imigração e ⁠aos protestos pró-palestinos durante seu ⁠segundo mandato.

(Reportagem de ⁠Steve ​Holland em Dalton, Geórgia, e de Kanishka Singh e Jarrett Renshaw em Washington; )

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...