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Vale vê metais básicos superando 40% do Ebitda nos próximos anos com avanço do cobre, diz CEO

Vale vê metais básicos superando 40% do Ebitda nos próximos anos com avanço do cobre, diz CEO

Reuters

15/10/2026

Placeholder - loading - Gustavo Pimenta, CEO da Vale, participa de uma cerimônia em Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil, em 4 de setembro de 2025. REUTERS/Washington Alves
Gustavo Pimenta, CEO da Vale, participa de uma cerimônia em Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil, em 4 de setembro de 2025. REUTERS/Washington Alves

15 Out (Reuters) - A subsidiária da Vale de ​metais básicos poderá responder por mais de 40% do Ebitda da mineradora nos próximos anos, ante cerca de 30% atualmente, afirmou o presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, nesta quinta-feira, ao falar sobre potencial de crescimento dos negócios de cobre da empresa.

Em entrevista concedida a uma conferência em Londres, Pimenta reiterou que a empresa prevê elevar sua produção de cobre para cerca de 700 mil toneladas até 2035, contra mais de 380 mil toneladas em 2025.

'Continuaremos sendo grandes no minério de ferro; somos o maior produtor mundial e ⁠continuaremos sendo... ⁠Mas, certamente, a nossa história no ​cobre crescerá ‌substancialmente nos próximos anos', afirmou Pimenta, em entrevista durante o evento FT Metals & Mining Summit.

O executivo disse que esse crescimento contará com 'uma intensidade de capital muito baixa', por já contar com ativos com grande potencial em Carajás, ⁠no Pará.

'Em média, um projeto desenvolvido pela Vale exige metade da intensidade ​de capital de um projeto 'greenfield' típico, porque já contamos com ferrovias, portos ​e toda a infraestrutura necessária no Brasil.'

Questionado sobre ‌um possível IPO da ​unidade de ⁠metais básicos, Pimenta reiterou que a operação 'não é iminente' e que uma eventual abertura de capital poderia ser, no futuro, um caminho para acessar os mercados de capitais para ​financiar, de forma competitiva, algumas dessas oportunidades de crescimento, mas não seria um objetivo em si.

MINÉRIO DE FERRO

Sobre o principal negócio da companhia, o executivo afirmou que a Vale continua vendo um mercado equilibrado de minério de ferro, mesmo com ​a entrada em operação de Simandou, na Guiné, um dos maiores projetos da commodity em desenvolvimento no mundo.

Segundo ele, a indústria enfrenta uma depleção anual de 60 milhões a 80 milhões de toneladas de capacidade produtiva, o que deve ser parcialmente compensado pela nova oferta.

Pimenta também afirmou que a demanda chinesa permanece sólida, apesar da desaceleração do setor imobiliário, apontando para o crescimento da manufatura no país. Destacou ainda uma ​expansão da produção de aço em mercados como Vietnã e Índia.

'Nossa visão é que, ‌no médio e longo prazo, mesmo ⁠com a entrada de Simandou, o mercado continuará equilibrado', afirmou.

O executivo acrescentou que a Vale se beneficia da qualidade de seu minério, que possui baixo teor de ⁠alumina, característica que considera cada vez mais importante ⁠à medida que novos volumes de minério ⁠no mercado apresentam ⁠níveis ​mais elevados desse componente.

(Reportagem de Marta Nogueira, no Rio de Janeiro; edição de Letícia Fucuchima)

Reuters

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