Vale vê relação construtiva com governo Lula e espera avanço de agenda para mineração
Vale vê relação construtiva com governo Lula e espera avanço de agenda para mineração
Reuters
30/10/2026
RIO DE JANEIRO, 30 Out (Reuters) - A mineradora Vale vê aspectos positivos na continuidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e espera avanços em temas regulatórios considerados estratégicos para expansão da mineração no Brasil, afirmou o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Marcelo Bacci, nesta sexta-feira.
'A gente vem tendo um relacionamento muito construtivo com este governo que continua', disse Bacci, em coletiva de imprensa sobre os resultados da companhia.
Segundo ele, a continuidade administrativa pode ajudar a acelerar pautas já em discussão, evitando interrupções normalmente associadas a mudanças de governo.
'Tem alguns lados positivos da continuidade, que é uma continuidade maior de determinados temas que já estão em andamento, que normalmente quando você tem uma troca de governo sempre causa uma certa interrupção, então, neste caso, não.'
Bacci afirmou que a Vale apresentou ao governo um plano de expansão da mineração no país, com foco tanto em minério de ferro quanto em minerais críticos, como cobre e níquel, e disse acreditar que a atividade pode ganhar peso na economia brasileira nos próximos anos.
O executivo citou ainda expectativas positivas para a regulamentação dos minerais críticos e para o aguardado decreto das cavidades, considerado importante para destravar projetos e reduzir custos em operações de minério de ferro na região Norte. Segundo ele, o decreto não teria impacto imediato sobre a produção, mas poderia favorecer o crescimento e ganhos de eficiência no longo prazo.
Ao comentar o cenário internacional, Bacci afirmou que a Vale espera que o Brasil mantenha uma postura diplomática equilibrada diante das tensões geopolíticas globais, o que, segundo ele, beneficia empresas brasileiras com atuação internacional.
'A postura moderada do Brasil tem contribuído muito para empresas brasileiras como a gente', disse.
(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)
Reuters

