Vantagem de Flávio sobre Lula diminui para 47% a 46%, mostra Datafolha
Vantagem de Flávio sobre Lula diminui para 47% a 46%, mostra Datafolha
Reuters
22/10/2026
Atualizada em 22/10/2026
22 Out (Reuters) - O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão empatados com 50% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, mostrou pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira.
Na semana passada, o placar estava em 51% a 49% a favor de Flávio nos votos válidos, quando não são considerados os votos brancos e nulos e os indecisos.
Flávio venceu o primeiro turno da disputa pelo Planalto no início do mês com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O segundo turno será realizado no domingo.
Nas intenções de voto totais, a vantagem numérica do senador sobre Lula voltou a diminuir, ainda que as variações registradas estejam dentro da margem de erro. Flávio segue com 47%, enquanto Lula passou a 46%, um ponto percentual a mais que no levantamento anterior.
Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, os dois candidatos continuam em situação de empate técnico.
Os indecisos se mantiveram em 2%, enquanto aqueles que dizem que votarão em branco, anularão o voto ou não votarão em nenhum candidato agora chegam a 5% (eram 6%).
A pesquisa foi realizada entre terça-feira e esta quinta-feira, após o debate entre os candidatos na TV Band, no domingo.
Ainda segundo o Datafolha, o senador tem uma rejeição de 46% (eram 44% na semana passada), enquanto a rejeição de Lula é de 45% (eram 46%).
O instituto mediu também a expectativa de vitória na eleição de domingo. Flávio tem mais chances de vencer para 53% dos eleitores (eram 54% na pesquisa anterior), enquanto 39% consideram Lula favorito (eram 37%).
A pesquisa mostrou ainda que 48% desaprovam o governo (ante 50%), enquanto a parcela dos que aprovam estava em 49% (eram 48%). Já a avaliação do governo é ruim/péssima para 39% (eram 41%); ótima/boa para 36% (eram 35%); e regular para 24% (ante 23%).
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas para essa pesquisa, segundo o jornal Folha de S.Paulo.
(Por Alexandre Caverni, em São PauloEdição de Pedro Fonseca)
Reuters

