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Varejo tem alta de 4,7% em julho, diz Stone

Varejo tem alta de 4,7% em julho, diz Stone

Reuters

17/08/2026

Placeholder - loading - Pessoas utilizam a escada rolante enquanto visitam o Shopping RIOSUL durante a época de Natal, no Rio de Janeiro, Brasil, em 23 de dezembro de 2025 REUTERS/Pilar Olivares
Pessoas utilizam a escada rolante enquanto visitam o Shopping RIOSUL durante a época de Natal, no Rio de Janeiro, Brasil, em 23 de dezembro de 2025 REUTERS/Pilar Olivares

SÃO PAULO, 17 Ago (Reuters) - As ​vendas do varejo brasileiro cresceram 4,7% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025 e avançou 0,9% ante junho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela empresa de meios de pagamento StoneCo.

Na base mensal, cinco dos oito segmentos do varejo pesquisados apresentaram crescimento em julho, com a maior alta sendo registrada na ⁠categoria ⁠Artigos Farmacêuticos (2,5%), segundo a Stone.

Já ​na ‌comparação com julho de 2025, sete dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento. A maior alta foi observada em Combustíveis e Lubrificantes (9,1%). O único ⁠segmento que teve queda foi Tecidos, vestuário e calçados (-5,6%).

No ​recorte regional, 24 estados tiveram crescimento de vendas ​em julho na comparação anual, ‌sendo o maior ​avanço ⁠ocorrendo em Roraima (18,2%). Olhando para as regiões, o Norte apresentou o maior crescimento, com alta de 6,6%.

Para o economista ​e pesquisador da Stone, Guilherme Freitas, o avanço registrado em julho consolida a retomada iniciada no mês anterior, mas ainda ocorre em um ambiente ​de condições financeiras restritivas.

'O mercado de trabalho continua sendo o principal sustentáculo do consumo, com desemprego baixo, renda em nível elevado e crescimento do rendimento real. Por outro lado, o elevado comprometimento da renda das famílias e o custo ainda alto do crédito segue limitando ​uma recuperação mais disseminada, especialmente nos segmentos mais dependentes de ‌financiamento', disse Freitas.

O economista ⁠afirmou que o ciclo de redução dos juros tende a contribuir para uma melhora das condições ⁠financeiras, 'mas seus efeitos ainda devem levar ⁠algum tempo para se ⁠refletir de ⁠forma ​mais ampla na atividade'.

(Por Igor Sodré, edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters

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