Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1
    Veja todas as Notícias.

    Vitória de Biden é cada vez mais irreversível, diz Mourão

    Placeholder - loading - news single img
    Vice-presidente Hamilton Mourão durante entrevista coletiva em Brasília 15/07/2020 REUTERS/Adriano Machado

    Publicada em  

    Atualizada em  

    Por Lisandra Paraguassu e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - Mesmo com o governo brasileiro tendo evitado até agora cumprimentar Joe Biden por sua eleição para presidente dos Estados Unidos, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira que vê a vitória do democrata nas eleições norte-americanas como cada vez mais irreversível.

    'Como indivíduo eu julgo que a vitória de Joe Biden está cada vez mais irreversível', disse o vice-presidente em entrevista à Rádio Gaúcha.

    Mourão disse ainda acreditar que em breve o presidente Jair Bolsonaro deve cumprimentar o presidente eleito dos EUA e que não espera tensões entre os dois países. Em entrevista a jornalistas na entrada da Vice-Presidência, admitiu a dificuldade de o atual presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, virar o resultado.

    'Não é questão de reconhecer. Hoje, agora, quando terminou essa situação lá do Arizona, e aí o Biden já foi para 306 delegados, acho que agora ficou complicado, a não ser que o presidente Trump ainda tenha alguma carta na manga que a gente desconhece', avaliou.

    Bolsonaro é um declarado admirador de Trump e, na quinta-feira, ao comentar sobre a eleição presidencial norte-americana a apoiadores, indagou se ela havia acabado.

    Apenas quatro países até agora não cumprimentaram Biden pela vitória. Além de Brasil, Rússia, México e Coreia do Norte não reconheceram o democrata. Nesta sexta, a China, que tem rivalizado com os EUA em várias áreas e que tem tido relacionamento de atrito com o governo Trump, parabenizou Biden.

    Mourão disse não acreditar na possibilidade de o Brasil ficar ainda mais isolado no cenário internacional, após o anúncio chinês.

    'Aguarda o momento aí que vai acontecer e não vai ter nenhuma hecatombe nuclear por causa disso. Fica tranquilo', disse a um dos jornalistas.

    Mais cedo, o vice-presidente minimizou a polêmica fala do presidente nesta semana quando, ao citar as advertências de Biden em relação ao desmatamento da Amazônia, Bolsonaro afirmou que quando 'a saliva (a diplomacia)' acaba, resta a pólvora.

    'O presidente, a gente tem que prestar mais atenção nas ações que nas palavras', disse.

    EXPROPRIAÇÃO DE TERRAS

    Sobre outra controvérsia envolvendo o presidente nesta semana, Mourão admitiu que a proposta de expropriar terras em casos de desmatamento ilegal ou grilagem foi apresentada no Conselho Nacional da Amazônia, como revelou o jornal Estado de S. Paulo, mas ainda era apenas uma ideia.

    Segundo Mourão, as ideias constantes do documento foram enviadas aos ministérios, serão analisadas e cada um deles deverá apresentar suas impressões. Só se houver um consenso sobre o tema isso será levado ao presidente.

    Ao saber da proposta pelo jornal, Bolsonaro a taxou de 'delírio de algum do governo' ou mentira da imprensa. Depois, a apoiadores, afirmou que se fosse de alguém do governo seria demitido, a menos que fosse 'indemissível' --no caso, o vice-presidente.

    Mourão afirmou que não conversou ainda com Bolsonaro sobre a proposta.

    Escrito por Reuters

    1. Home
    2. noticias
    3. vitoria de biden e cada vez …

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.