Votação do pacote fiscal no Senado só depende da chegada do texto, diz Haddad após reunião com Pacheco
Votação do pacote fiscal no Senado só depende da chegada do texto, diz Haddad após reunião com Pacheco
Reuters
18/12/2024
Atualizada em 18/12/2024
BRASÍLIA (Reuters) -O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que teve uma reunião positiva com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta quarta-feira, acrescentando que a votação do pacote fiscal do governo na Casa depende apenas da chegada do texto após a votação na Câmara dos Deputados.
'(A reunião) foi excelente', disse em entrevista a jornalistas na chegada à Fazenda depois da reunião. 'Só depende de chegar da Câmara para publicar e começar os trabalhos internos. Estão negociando com os líderes, acreditam que a redação que está sendo dada na Câmara contará com o apoio dos senadores. Estamos com a expectativa de votar tudo isso.'
O ministro disse que Pacheco ainda vai definir os relatores das matérias -- compostas por um projeto de lei, um projeto de lei complementar e uma proposta de emenda à Constituição -- com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, mas que devem ser escolhidas 'pessoas próximas' para fazer um relatório rápido, em razão do prazo apertado para a votação antes do recesso parlamentar.
Haddad disse acreditar que o texto que altera regras da aposentadoria de militares não deve ser votado nesta semana, mas afirmou que a votação da Lei Orçamentária Anual deve ser feita na sexta-feira.
Segundo Pacheco, a última sessão do Congresso Nacional antes do recesso parlamentar está marcada para a quinta-feira, mas o presidente já afirmou que não descarta a possibilidade de fazer sessões extras.
Haddad disse ainda que, no momento, o governo tem como prioridade a votação do pacote e não a reforma da renda, uma vez que, segundo ele, a matéria não entraria em vigor em 2025.
'Quando houve aquela confusão, nós estávamos focando na aprovação das medidas. Assim que elas estiverem promulgadas e sancionadas, a gente passa para a próxima etapa', afirmou.
(Por Victor Borges; edição de Isabel Versiani)
Reuters

