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Warsh convoca grupo de especialistas externos ao Fed para supervisionar revisão; Armínio Fraga fará parte

Warsh convoca grupo de especialistas externos ao Fed para supervisionar revisão; Armínio Fraga fará parte

Reuters

09/07/2026

Placeholder - loading - Chair do Federal Reserve, Kevin Warsh 17 de junho de 2026 REUTERS/Eric Lee
Chair do Federal Reserve, Kevin Warsh 17 de junho de 2026 REUTERS/Eric Lee

Atualizada em  09/07/2026

Por Howard Schneider

WASHINGTON, 9 Jul (Reuters) - O chair do Federal Reserve, ​Kevin Warsh, convocou um grupo amplo e intelectualmente diversificado de economistas e ex-membros de bancos centrais para supervisionar as cinco forças-tarefa que está criando com o objetivo de analisar as operações do Fed, abrangendo questões técnicas, como a gestão de seu balanço patrimonial, bem como temas voltados para o futuro, como o impacto da inteligência artificial.

Warsh anunciou as forças-tarefa na coletiva de imprensa realizada após sua primeira reunião de política monetária como chair do Fed, nos dias 16 e 17 de junho.

O banco central nomeou 15 pessoas nesta quinta-feira para liderar essas forças-tarefa, que contarão com a equipe do Fed para auxílio, mas “atuarão de forma independente, com a missão de seguir as evidências, fornecer feedback sincero e produzir conclusões rigorosas para o Comitê Federal de Mercado Aberto”, informou o Fed em um ⁠comunicado.

O grupo inclui pessoas ⁠de todo o espectro político, com o professor ​de economia da ‌Universidade de Harvard Raj Chetty — pioneiro no uso de dados alternativos e em tempo real para analisar a situação das famílias e comunidades — ajudando a liderar um painel sobre dados; o renomado investidor em tecnologia Marc Andreessen como um dos três colíderes de um painel sobre produtividade e empregos; e Greg Mankiw, que foi chairman do Conselho de ⁠Assessores Econômicos no governo de George W. Bush, coliderando uma força-tarefa sobre inflação.

O ex-presidente do BC ​brasileiro Armínio Fraga e ex-presidentes dos bancos centrais da Inglaterra e da Índia estão entre os nomeados, assim como ​o ganhador do Prêmio Nobel de Economia Thomas Sargent, atualmente professor de ‌economia na Universidade de Nova York, ​que ⁠fará parte do painel sobre inflação.

“A economia dos EUA mudou significativamente ao longo da última geração, e nunca tanto quanto agora. Cada força-tarefa avaliará cuidadosamente se os meios e métodos dos formuladores de políticas, as ferramentas analíticas e as abordagens políticas podem ser aprimorados”, afirmou ​Warsh em comunicado. “O objetivo é claro: garantir que o Fed esteja na melhor posição possível para alcançar nossos objetivos neste momento decisivo.”

O Fed não forneceu mais detalhes sobre como as forças-tarefa irão proceder ou sobre o cronograma de seus trabalhos, embora Warsh, em sua primeira coletiva de imprensa, tenha dito que esperava receber recomendações até o final do ano.

Warsh, que foi diretor do ​Fed de 2006 a 2011, vinha se tornando cada vez mais crítico em relação à abordagem do banco central à política monetária e à manutenção de um balanço patrimonial vultoso, na casa dos trilhões de dólares, desde que deixou o banco central. Mais recentemente, antes de sua indicação pelo presidente Donald Trump para liderar o banco central, ele identificou outras áreas que, em sua opinião, precisavam de atenção, particularmente o uso de dados de ponta em “tempo real” para alinhar melhor as decisões do Fed com a economia, e a possível influência da inteligência artificial na produtividade e no emprego.

Além de dados, inflação e produtividade, duas outras forças-tarefa ​analisarão a comunicação do Fed e a gestão de seu balanço patrimonial.

Ao delegar a análise dessas cinco áreas-chave a especialistas externos — “as melhores ‌mentes de diversas disciplinas”, nas palavras de Warsh —, o ⁠processo contrastará com as recentes análises do Fed, que foram conduzidas mais por análises e discussões internas.

Não está claro, por exemplo, qual papel os sete diretores do Fed ou os 12 presidentes dos Fed regionais poderão desempenhar nas análises das forças-tarefa.

Mas ⁠o anúncio também reconhece que o trabalho das forças-tarefa é apenas um ponto de ⁠partida para recomendações, sendo que as mais importantes provavelmente precisariam ⁠da aprovação dos pares de ⁠Warsh. ​Em casos de mudanças verdadeiramente fundamentais, o Fed costuma contar com um consenso amplo, se não unânime, antes de seguir em frente.

Reuters

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