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Zelenskiy diz que Rússia explora atraso na ajuda à Ucrânia

Zelenskiy diz que Rússia explora atraso na ajuda à Ucrânia

Reuters

19/02/2024

Placeholder - loading - Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em Paris, França  Thibault Camus/Pool via REUTERS/Arquivo
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em Paris, França Thibault Camus/Pool via REUTERS/Arquivo

(Reuters) - A Rússia está aproveitando atrasos na ajuda à Ucrânia e a situação em áreas onde tropas de Moscou estão concentradas é “extremamente difícil”, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, nesta segunda-feira.

Zelenskiy falou após visitar a linha de frente no setor Kupiansk, no nordeste, uma área retomada pela Ucrânia em 2022, mas onde forças russas estiveram ativas nos últimos meses.

Sua visita aconteceu dias depois de a Rússia assegurar o controle de Avdiivka, mais ao sul, após meses de intensas batalhas, a sua maior vitória na linha de frente em nove meses.

“Agora há uma situação extremamente difícil em várias partes da linha de frente, precisamente onde tropas russas concentraram reservas máximas”, disse Zelenskiy.

“Eles estão tirando vantagem de atrasos da ajuda à Ucrânia e essa é uma questão muito sensível. Escassez de artilharia, necessidade de defesa aérea para a linha de frente e de armas de longo alcance.”

Zelenskiy expressou confiança de que o Congresso dos EUA aprovará um grande pacote de auxílio, que inclui fundos para a Ucrânia, atrasado por disputas entre parlamentares.

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse nesta segunda-feira que estava disposto a reunir-se com o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano Mike Johnson, para discutir o projeto de financiamento, acrescentando que os republicanos estão cometendo um erro ao oporem-se ao pacote de ajuda.

O Senado aprovou um pacote de auxílio de 95 bilhões de dólares neste mês que inclui fundos para a Ucrânia, mas Johnson se recusou a colocá-lo em votação na Casa que os republicanos controlam por uma margem de 219 cadeiras a 212.

(Reportagem de Ron Popeski e Nick Starkov)

Reuters

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