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Zona do euro precisa de juros ainda mais altos e política fiscal mais rígida, diz FMI

Zona do euro precisa de juros ainda mais altos e política fiscal mais rígida, diz FMI

Reuters

16/06/2023

Placeholder - loading - Presidente do BCE, Christine Lagarde  15/06/2023. REUTERS/Kai Pfaffenbach
Presidente do BCE, Christine Lagarde 15/06/2023. REUTERS/Kai Pfaffenbach

Por Jan Strupczewski

BRUXELAS (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) deveria continuar elevando os juros para conter a inflação e os governos da zona do euro deveriam reduzir os déficits orçamentários para criar espaço fiscal no futuro, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta sexta-feira.

Em uma revisão regular da economia dos 20 países que compartilham o euro, o FMI também disse que os governos da União Europeia devem concordar rapidamente com uma reforma, agora em discussão, das regras fiscais e de dívida do bloco que sustentam o valor do euro.

'A política monetária tem que continuar apertada para levar a inflação para a meta em tempo hábil', disse o FMI no relatório, apresentado aos ministros das Finanças da zona do euro e ao BCE.

O BCE elevou os custos de empréstimos para seu nível mais alto em 22 anos na quinta-feira e disse que a inflação alta garante outro movimento no próximo mês e provavelmente depois disso também.

O aumento de 0,25 ponto percentual foi a oitava alta consecutiva dos juros pelo BCE desde que errou no cálculo sobre a severidade dos aumentos de preços no início do ano passado, e elevou sua taxa de juros para 3,5%, um nível não visto desde 2001.

O FMI pediu aos governos da zona do euro que ajudem o BCE cortando gastos, porque o crescimento econômico deve aumentar de forma modesta neste ano e no próximo, apesar do aperto nas condições financeiras.

'A consolidação fiscal também deve prosseguir para aliviar as pressões inflacionárias e reconstruir o espaço fiscal', disse o FMI.

A Comissão Europeia previu em maio que as finanças públicas da zona do euro melhorariam, com o déficit orçamentário agregado encolhendo para 3,2% do PIB neste ano, de 3,6% no ano passado, e recuando para 2,4% do PIB em 2024.

O Fundo pediu aos governos da UE que concluam a reforma em andamento das regras fiscais do bloco, que foram implementadas para evitar empréstimos excessivos por parte dos governos.

Reuters

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