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Abdul El-Sayed se torna primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA

Abdul El-Sayed se torna primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA

Reuters

04/11/2026

Placeholder - loading - Candidato democrata ao Senado dos EUA, Abdul El-Sayed, comemora ao lado de sua esposa, Sarah Jukaku, após sua vitória nas eleições intermediárias dos EUA, durante um comício na noite da eleição, em De
Candidato democrata ao Senado dos EUA, Abdul El-Sayed, comemora ao lado de sua esposa, Sarah Jukaku, após sua vitória nas eleições intermediárias dos EUA, durante um comício na noite da eleição, em De

DETROIT, 4 Nov (Reuters) - O democrata Abdul ​El-Sayed conquistou na terça-feira a vaga em aberto no Senado dos EUA pelo estado de Michigan, segundo projeções da mídia, tornando-se o primeiro muçulmano eleito para o cargo e, ao mesmo tempo, preservando uma cadeira crucial para os democratas na disputa pelo controle do Senado.

A vitória de El-Sayed na eleição acirrada marcou um avanço para a ala progressista do Partido Democrata e impediu que os republicanos conquistassem a vaga do senador ⁠democrata ⁠Gary Peters, que está se ​aposentando.

El-Sayed, de ‌42 anos, ex-autoridade da saúde pública, concentrou-se na redução dos custos para as famílias trabalhadoras e na diminuição da influência das empresas na política. Sua plataforma incluía o “Medicare para Todos”, um ⁠programa de saúde universal financiado pelo governo defendido pelos progressistas ​de seu partido.

Os republicanos detinham uma maioria de 53 a 47 ​no Senado antes das eleições de ‌meio de mandato da ​terça-feira, ⁠sendo que os democratas precisavam de um ganho líquido de quatro cadeiras para assumir o controle.

Seu adversário, Mike Rogers, de 63 anos, ex-congressista e ​ex-agente do FBI, entrou na disputa com forte apoio de Trump e dos republicanos nacionais e tentou retratar El-Sayed como um candidato radical simpatizante do extremismo islâmico por meio de supostas ligações com a ​Irmandade Muçulmana — alegações que El-Sayed nega e que continuam sem comprovação. Os democratas afirmaram que os ataques a El-Sayed se baseavam em clichês islamofóbicos.

Rogers também dedicou esforços significativos para conquistar eleitores judeus que poderiam se sentir incomodados com a oposição de El-Sayed à ajuda militar dos EUA a Israel e com sua caracterização das ações de Israel em ​Gaza como genocídio.

Mas Rogers teve dificuldade em superar as preocupações dos eleitores com ‌a economia e os baixos ⁠índices de aprovação de Trump. Nas últimas semanas da campanha, ele rompeu com o presidente em relação à guerra no Irã e ⁠à disputa comercial dos EUA com o ⁠Canadá, argumentando que o fim de ⁠ambas era necessário ⁠para ​ajudar a reduzir os custos para empresas e consumidores.

(Reportagem de Nathan Layne)

Reuters

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