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Agência meteorológica da ONU diz que El Niño deve se intensificar e se estender até fevereiro

Agência meteorológica da ONU diz que El Niño deve se intensificar e se estender até fevereiro

Reuters

08/10/2026

Placeholder - loading - Imagem captada por drone mostra a Lagoa Guarne, seca, no Parque Arvi, em meio às condições de seca associadas ao fenômeno El Niño, em Medellín, Colômbia 3 de setembro de 2026 REUTERS/Juan David Duque
Imagem captada por drone mostra a Lagoa Guarne, seca, no Parque Arvi, em meio às condições de seca associadas ao fenômeno El Niño, em Medellín, Colômbia 3 de setembro de 2026 REUTERS/Juan David Duque

CINGAPURA, 8 Out (Reuters) - O El Niño ​deste ano se intensificará antes de atingir seu pico em dezembro e há quase 100% de certeza de que se estenderá até fevereiro de 2027, informou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em seu boletim climático mensal divulgado nesta quinta-feira, com as temperaturas da superfície do mar prestes a bater recordes.

“As previsões da OMM indicam uma probabilidade de quase 100% de que (o El Niño) persista até fevereiro de 2027, podendo ⁠ser ⁠um dos mais fortes desde ​pelo menos ‌1950”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, em comunicado divulgado junto com o boletim.

O órgão meteorológico da ONU informou que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico ⁠tropical central e oriental — região no centro do fenômeno El ​Niño — devem atingir um recorde de 3,7 graus Celsius acima ​do normal entre outubro e dezembro.

A anomalia ‌de temperatura prevista ​é ⁠significativamente maior do que o recorde anterior de 2,6°C, registrado de novembro de 2015 a janeiro de 2016, informou o órgão.

“O oceano do qual ​ele está extraindo calor é o mais quente que já medimos. Simplesmente há mais calor disponível para ser liberado”, disse Saulo.

O El Niño é a fase quente do ciclo natural El Niño-Oscilação ​Sul, um padrão climático que influencia o clima em todo o mundo.

Ele tende a causar temperaturas globais mais altas e a perturbar os padrões de chuva em grandes regiões — o que significa seca em algumas áreas e chuvas intensas em outras — e geralmente ocorre a cada dois a sete anos.

As temperaturas médias globais em agosto atingiram ​16,96°C, empatando com julho de 2023 como o mês mais quente já ‌registrado, de acordo com o ⁠Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia.

Pesquisadores do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago previram no mês passado ⁠que o “super El Niño” deste ano provavelmente ⁠resultaria em até 451 mil ⁠mortes a mais ⁠em ​todo o mundo, de junho a fevereiro de 2027.

(Reportagem de David Stanway)

Reuters

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