Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Haddad diz que diretores do BC indicados por Lula prestarão contas ao CMN, não ao presidente

Haddad diz que diretores do BC indicados por Lula prestarão contas ao CMN, não ao presidente

Reuters

17/05/2023

Placeholder - loading - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad  3/04/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad 3/04/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino

Atualizada em  17/05/2023

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que é natural que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faça indicações ao Banco Central de acordo com o que considera melhor para o país, mas ressaltou que, após serem nomeados, os diretores prestam contas ao próprio BC e ao Conselho Monetário Nacional, e não ao chefe do Executivo.

Em audiência conjunta de comissões na Câmara dos Deputados, Haddad afirmou ainda que a discussão sobre a queda da taxa de juros está feita no mundo todo e é normal em democracias, e não deveria ser encarada como uma 'ofensa'.

'O diretor, uma vez nomeado, vai gozar da autonomia da lei; não vai prestar contas para o presidente da República, vai prestar contas para o Conselho Monetário Nacional, de quem ele recebe uma meta (de inflação) para cumprir', disse Haddad.

No início de maio, Haddad anunciou que Gabriel Galípolo foi indicado para a diretoria de Política Monetária do Banco Central, decisão que foi criticada por alguns participantes do mercado financeiro por supostamente possibilitar intervenção do governo na autarquia, uma vez que o nomeado é secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

Ailton de Aquino Santos, servidor de carreira do BC, foi indicado para a diretoria de Fiscalização do órgão. Ambos os nomes anunciados por Haddad já foram encaminhados ao Senado para apreciação.

Na audiência desta quarta, Haddad afirmou ainda que a discussão em torno dos juros não é um questionamento à autoridade do BC.

'Não estou questionando a autoridade monetária do ponto de vista de seu poder de definir a taxa básica de juros, eu estou ponderando sobre o que é melhor para o Brasil', disse ele após voltar a afirmar que o esforço do governo para melhorar a situação das contas públicas justifica cortes da Selic ante o atual patamar de 13,75%.

'O que aconteceu das eleições para cá? Nós começamos a corrigir toda aquela confusão fiscal que foi estabelecida no processo eleitoral... Portanto, abre esse espaço para redução da taxa de juro, essa que é a verdade', disse o ministro.

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...