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    Argentina tenta conter queda do peso com mais austeridade e alta de juros

    Por Thomson Reuters

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    Atualizada em

    BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina buscava formas de conter uma crise financeira nesta quinta-feira, mas a moeda local continuava a cair fortemente no mercado em relação ao dólar, o que gerou uma desconfiança e críticas de empresários e insegurança de investidores.

    O peso caía para uma mínima de 39,25 por dólar, apesar de o chefe de gabinete do governo, Marcos Peña, ter anunciado que vai acelerar uma redução de seu déficit fiscal para trazer tranquilidade a um mercado que desde maio tem estado sob pressão.

    Pouco tempo depois, o banco central argentino registrou um aumento na sua taxa de política monetária para 60 por cento ao ano, de 45 por cento anteriormente, e um aumento de 5 cinco pontos percentuais na taxa de compulsório para bancos, com o intuito de remover a liquidez do sistema.

    A Argentina atravessa uma fortes turbulências financeiras e acertou com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um empréstimo de 50 bilhões de dólares, pelo qual o governo se compromete a reduzir seu déficit a 1,3 por cento do Produto Interno Bruto em 2019.

    'Estamos trabalhando na instrumentalização, para adiantar nossas metas para o próximo ano para reduzir esse risco financeiro, o qual vai levar necessariamente à continuidade das discussões de como acelerar também o caminho até o equilíbrio fiscal', disse o chefe de gabinete do governo, Marcos Peña, em um discurso num evento com empresários.

    Após o evento, ele disse a jornalistas que o governo argentino cometeu erros, mas que o país agora vai na direção correta.

    No entanto, o presidente da Câmara da Construção, Carlos Weiss, disse à Reuters que 'estes aumentos repentinos do dólar e da taxa de juros inviabilizam qualquer atividade produtiva (...) A economia está paralisada, ninguém sabe o valor do dólar.'

    O presidente da empresa de café Cabrales, Martin Cabrales, considerou que a Argentina 'terá uma recessão por algum tempo, pelo menos este ano e no início do próximo ano'.

    Como resultado da profunda desvalorização da moeda, o mercado de ações da Argentina subia 6,5 por cento nesta quinta-feira recomprando ações de empresas com negócios de exportação.

    O presidente argentino, Mauricio Macri, havia anunciado na quarta-feira que acertou um adiantamento de recursos com o FMI para garantir o financiamento do país, em meio a temores de uma potencial interrupção dos pagamentos da dívida.

    Operadores informaram nesta quinta-feira que o banco central da Argentina vai leiloar 500 milhões de dólares antes do fechamento do mercado.

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