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Atividade de serviços no Brasil volta a crescer em agosto, mostra PMI

Atividade de serviços no Brasil volta a crescer em agosto, mostra PMI

Reuters

03/09/2026

Placeholder - loading - Restaurante em São Paulo 28 de julho de 2026. REUTERS/Alexandre Meneghini
Restaurante em São Paulo 28 de julho de 2026. REUTERS/Alexandre Meneghini

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 3 Set (Reuters) - A atividade de ​serviços do Brasil voltou a crescer em agosto após um tropeço em julho conforme as novas encomendas e o emprego se estabilizaram, enquanto a confiança aumentou, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta quinta-feira.

O PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, subiu a 50,5 em agosto de 49,7 em julho, voltando a ficar acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Neste ano, apenas julho apresentou retração da atividade.

As empresas que relataram atividade mais forte atribuíram a melhora à ampliação de suas bases de clientes e à conquista de novos contratos. O ritmo geral de crescimento, porém, foi apenas marginal.

As condições de ⁠demanda deram sinais ⁠de estabilização, com os volumes de novos ​negócios ficando ‌praticamente estáveis em agosto após registrarem a queda mais acentuada em dez meses em julho.

Algumas empresas observaram uma demanda mais forte e aumento no número de novas consultas de clientes, mas outras continuaram relatando dificuldades decorrentes de cancelamentos de projetos, pressões competitivas e inflação.

As condições do mercado de trabalho também ⁠se estabilizaram, com o nível geral de emprego no setor de serviços permanecendo inalterado ​em agosto, após quedas em junho e em julho. Algumas empresas sinalizaram aumento das contratações devido ao ​preenchimento de vagas em aberto e à reposição de funcionários desligados, ‌enquanto outras reduziram seus ​quadros de ⁠pessoal em meio a esforços de reestruturação e controle de custos.

A confiança dos fornecedores de serviços brasileiros melhorou em agosto, chegando ao nível mais alto em três meses, com a parcela de companhias que esperam aumento da atividade ​nos próximos 12 meses subindo de 29% em julho para 32% em agosto.

O otimismo foi sustentado pela expectativa de melhora das condições econômicas e por um aumento da confiança do mercado após a eleição presidencial de outubro.

No entanto, as pressões inflacionárias continuaram sendo um dos principais desafios para os prestadores de serviços no Brasil. ​Os custos de insumos seguiram em forte alta, embora o ritmo de aumento tenha desacelerado em relação a julho.

As empresas consultadas relataram aumento dos preços de materiais como cabos, alimentos, componentes eletrônicos, tintas, têxteis e madeira, além de energia, financiamento, combustíveis, mão de obra, impostos sobre propriedades e transporte.

Buscando proteger suas margens, as empresas repassaram parte do aumento de custos aos consumidores e a inflação de venda se intensificou no mês. Ainda assim, a proporção de empresas que elevaram seus preços (16%) permaneceu bem abaixo da parcela que relatou aumento de custos (41%).

Apesar da ​melhora no setor de serviços, a atividade no setor privado brasileiro permaneceu em contração, pressionada pela retração na indústria. ‌O PMI Composto subiu a 49,1 em agosto, ⁠de 48,8 em julho, mas seguiu abaixo da marca 50 pelo segundo mês seguido.

'Para a economia como um todo, o setor de serviços ofereceu algum suporte, mas o setor privado permaneceu sob pressão devido à ⁠fraqueza da indústria de transformação. Uma recuperação provavelmente dependerá de uma demanda ⁠mais forte, da redução das pressões inflacionárias e ⁠de uma maior disposição das ⁠empresas ​para investir e contratar', disse Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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