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BC do Japão vê inflação, e não redução de títulos, como fator que impulsiona rendimentos

BC do Japão vê inflação, e não redução de títulos, como fator que impulsiona rendimentos

Reuters

04/08/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco do Japão em Tóquio  15 de junho de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon/Foto de arquivo
Sede do Banco do Japão em Tóquio 15 de junho de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon/Foto de arquivo

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 4 Ago (Reuters) - A redução gradual ​das compras de títulos pelo Banco do Japão provavelmente está tendo apenas um efeito limitado na elevação da taxa de juros de longo prazo, que são mais influenciadas por mudanças econômicas como a aceleração da inflação, afirmou o banco central nesta terça-feira.

A constatação destaca a sensibilidade do banco às preocupações, expressas por alguns assessores do governo, de que a desaceleração na compra de títulos possa estar impulsionando os rendimentos, que já estavam em alta.

O Banco do Japão começou a reduzir gradualmente suas compras de títulos a partir de julho de 2024 para retirar a ⁠economia do ⁠forte estímulo e reanimar um mercado que ​havia ficado ‌inativo devido à sua enorme presença.

Em junho, o banco central decidiu suspender o processo de redução gradual a partir de abril do próximo ano e continuar comprando cerca de 2 trilhões de ienes (US$12,68 bilhões) em títulos do governo japonês (JGB) por mês.

Desde o ⁠início da redução gradual em 2024, a diminuição nas compras pelo Banco ​do Japão provavelmente elevou as taxas de juros de longo prazo em apenas cerca de ​25 pontos-base, estimou o banco em um artigo ‌de pesquisa.

“Como as taxas ​de juros ⁠de longo prazo são definidas de forma mais livre pelos mercados, as oscilações diárias agora refletem mais vividamente as percepções do mercado sobre as perspectivas econômicas e de preços, bem como as flutuações ​nas taxas de juros no exterior”, afirmou.

À medida que as funções do mercado melhoraram significativamente, a necessidade de o Banco do Japão continuar com a redução diminuiu gradualmente, afirmou.

Se o banco central continuar comprando JGBs no valor de 2 trilhões de ienes por mês, o ​saldo de suas carteiras de títulos cairá em cerca de 36% a 39% em março de 2030 em relação aos níveis anteriores ao início da redução gradual, segundo o artigo, já que grande parte de seus ativos chegará ao vencimento e será retirada do balanço patrimonial.

Embora a presença cada vez menor do banco central possa elevar os rendimentos dos títulos, o impacto será sentido apenas lentamente, já que suas carteiras continuarão sendo volumosas, acrescentou o relatório.

O relatório também ​destacou a crescente presença de investidores estrangeiros no mercado de JGBs, com suas carteiras aumentando em ‌27 trilhões de ienes em comparação com ⁠os níveis anteriores ao início da redução gradual das compras de títulos pelo Banco do Japão.

Durante esse período, as posições do banco diminuíram em 49 trilhões de ienes, enquanto as ⁠dos bancos nacionais aumentaram em 36 trilhões, informou o jornal.

“Embora ⁠investidores nacionais, como bancos e pessoas físicas, ⁠estejam aumentando gradualmente suas ⁠participações ​em JGBs, esse ajuste de carteira provavelmente levará algum tempo”, afirmou o documento.

(Reportagem de Leika Kihara)

Reuters

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