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Biden diz que 'Putin e seus capangas' causaram morte de Navalny

Biden diz que 'Putin e seus capangas' causaram morte de Navalny

Reuters

16/02/2024

Placeholder - loading - Biden na Casa Branca   16/2/2024    REUTERS/Leah Millis
Biden na Casa Branca 16/2/2024 REUTERS/Leah Millis

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, culpou na sexta-feira o presidente russo, Vladimir Putin, pela morte de Alexei Navalny, dizendo que não estava 'surpreso', mas 'indignado' com o falecimento do líder da oposição russa.

'Não sabemos exatamente o que aconteceu, mas não há dúvida de que a morte de Nalvany foi uma consequência de algo que Putin e seus capangas fizeram', disse Biden na Casa Branca, depois que autoridades da prisão russa anunciaram a morte de Navalny.

'As autoridades russas vão contar sua própria história', afirmou Biden. 'Mas não se enganem. Não se enganem, Putin é responsável pela morte de Navalny.'

Ele também disse que estava 'contemplando' medidas adicionais para punir a Rússia após a morte de Navalny, prestando homenagem ao líder da oposição por 'bravamente' enfrentar a 'corrupção' e a 'violência' do governo de Putin.

A Casa Branca ainda estava buscando mais informações sobre a morte de Navalny em uma colônia penal russa ao norte do Círculo Polar Ártico, para onde ele foi enviado há menos de dois meses.

Mas o acontecimento, e a reação de Biden, esfriam ainda mais as já amargas relações entre os EUA e a Rússia.

Navalny, de 47 anos, era um dos principais críticos de Putin, e Biden disse, depois de se encontrar com Putin em Genebra em junho de 2021, que a morte de Nalvany poderia ter consequências devastadoras para Putin.

Biden e Putin permanecem profundamente em desacordo sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia há dois anos, e Biden está pedindo aos republicanos linha-dura do Congresso dos EUA que apoiem financiamento adicional para pagar por mais armamentos para os militares da Ucrânia.

A Rússia tem figurado com destaque na campanha de Biden em busca da reeleição em novembro.

Seu esperado oponente republicano, o ex-presidente Donald Trump, provocou indignação bipartidária na semana passada ao dizer que não faria nada para defender os aliados da Otan da Rússia, a menos que eles paguem uma parcela maior pelas defesas comuns.

O líder republicano no Congresso, o presidente da Câmara dos Deputados Mike Johnson, não colocou em votação um projeto de lei do Senado para novos financiamentos para a Ucrânia. Após a morte de Navalny, ele disse que os EUA e seus aliados deveriam usar 'todos os meios disponíveis para cortar a capacidade de Putin de financiar sua guerra não provocada na Ucrânia e a agressão contra os Estados bálticos'.

'A história está observando a Câmara dos Deputados. O fracasso em apoiar a Ucrânia neste momento crítico nunca será esquecido', disse Biden.

Em Munique para uma importante conferência de segurança, a vice-presidente Kamala Harris prometeu que os EUA nunca recuariam de suas obrigações da aliança Otan estabelecidas após a Segunda Guerra Mundial, contrastando com as visões isolacionistas de Trump.

Ela também se reuniu com a esposa de Alexei Navalny, Yulia, às margens da conferência e 'expressou sua tristeza e indignação' com as notícias sobre a morte do opositor russo, disse uma autoridade da Casa Branca.

(Reportagem adicional de Ismail Shakil, Gabriel Araujo e Doina Chiacu)

Reuters

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