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Boom da tecnologia impulsiona fábricas da China, mas desequilíbrios econômicos se agravam

Boom da tecnologia impulsiona fábricas da China, mas desequilíbrios econômicos se agravam

Reuters

15/09/2026

Placeholder - loading - Fábrica de equipamentos esportivos em Hangzhou, China  2 de setembro de 2019. China Daily via REUTERS
Fábrica de equipamentos esportivos em Hangzhou, China 2 de setembro de 2019. China Daily via REUTERS

Por Kevin Yao e Yukun Zhang

PEQUIM, ​15 Set (Reuters) - O setor industrial da China mostrou força renovada em agosto uma vez que o boom da tecnologia impulsionado pela IA estimulou a produção nas fábricas, embora o consumo fraco e o agravamento da queda nos investimentos tenham reforçado as preocupações com o aprofundamento dos desequilíbrios econômicos.

Os dados divulgados nesta terça-feira destacaram uma linha divisória conhecida na segunda maior economia do mundo, onde a resiliência da indústria manufatureira e das exportações ⁠sustenta ⁠o crescimento, mesmo com a ​fraqueza dos ‌gastos das famílias e a desaceleração do mercado imobiliário pesando sobre a demanda interna. É provável que essa divergência intensifique a pressão sobre Pequim para que adote mais medidas de apoio.

A ⁠produção industrial cresceu 5,2% em agosto em relação ao mesmo ​mês do ano anterior, acelerando ante a alta de 4,5% registrada ​em julho e superando as expectativas de ‌um aumento de ​4,8%, ⁠segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas. A forte expansão na fabricação de equipamentos e de alta tecnologia sustentou a recuperação da produção.

As vendas ​no varejo, um indicador da atividade do consumidor, subiram 0,4%, desacelerando em relação ao ganho de 0,6% em julho e ficando abaixo da expectativa de um aumento de 0,8%.

A fraqueza do consumo e a ​crise no mercado imobiliário pesaram sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, ficando em 4,3%, o ritmo mais lento em mais de três anos e abaixo da meta anual da China, que varia entre 4,5% e 5,0%.

“A menos que setembro seja inesperadamente forte, o crescimento do PIB provavelmente permanecerá lento no terceiro trimestre”, disse Lynn Song, ​economista-chefe do ING para a Grande China.

A Oxford Economics reduziu sua previsão ‌de crescimento para 2026 em ⁠0,1 ponto percentual, para 4,7%, e cortou a projeção para o próximo ano de 4,6% para 4,3%, “refletindo uma desaceleração mais prolongada no setor ⁠imobiliário, que provavelmente manterá o crescimento moderado, ⁠apesar do investimento público mais forte”, ⁠disse a ⁠economista ​sênior Sheana Yue.

(Reportagem de Kevin Yao, Yukun Zhang, Tina Qiao e Ethan Wang)

Reuters

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