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BRASIL GANHA ESPAÇO NA PESQUISA CIENTÍFICA EM SAÚDE, APONTA RANKING INTERNACIONAL

País ocupa a 22ª posição no levantamento de 2026, enquanto a China amplia sua participação e se aproxima dos Estados Unidos

Bruna Valle

13/10/2026

Placeholder - loading - Brasil sobe em participação científica na área da saúde e aparece entre os 25 países com maior produção no levantamento do Nature Index
Brasil sobe em participação científica na área da saúde e aparece entre os 25 países com maior produção no levantamento do Nature Index

Os Estados Unidos continuam liderando a produção científica internacional na área da saúde, mas a China vem ampliando sua presença em ritmo acelerado. É o que mostra a edição de 2026 do Nature Index, levantamento que acompanha a contribuição de países para pesquisas publicadas em um conjunto selecionado de periódicos científicos.

O Brasil também aparece entre os destaques: ocupa a 22ª posição e registrou crescimento de 5% em sua participação em relação ao ano anterior.

Os dados considerados na edição correspondem à produção de 2025. Embora os norte-americanos permaneçam na primeira colocação, sua participação caiu 0,7% na comparação anual. Já a China, segunda colocada, teve aumento de 22%, um dos movimentos mais expressivos entre os líderes do ranking.

China amplia presença entre os líderes

A distância entre os dois primeiros colocados ainda é considerável, mas a evolução chinesa chama atenção. O país passou de uma participação de 6.000,33 para 7.321,82 no indicador Share do Nature Index, enquanto os Estados Unidos registraram 8.690,53 em 2025.

O Reino Unido aparece em terceiro lugar, seguido por Alemanha e Canadá. França e Japão também estão entre os dez primeiros, com crescimento de 5,6% e 10,8%, respectivamente. Os resultados mostram que, além da disputa entre as duas maiores potências científicas, outros países também ampliaram sua contribuição para a pesquisa em saúde.

China registra alta de 22% em sua participação na pesquisa científica em saúde

Onde o Brasil aparece?

Na 22ª posição, o Brasil alcançou participação de 112,65 no indicador Share e 107,24 no ano anterior. O país ficou atrás da Finlândia e à frente da Áustria na classificação de 2026. O levantamento também contabilizou 480 contribuições brasileiras no indicador Count, que registra a participação de autores afiliados a cada país nos artigos considerados.

O resultado coloca o Brasil entre os países com presença relevante nessa seleção internacional de publicações científicas. A evolução positiva, porém, precisa ser interpretada dentro dos critérios específicos do levantamento: ela não representa, por si só, uma avaliação completa da capacidade científica brasileira nem permite concluir que todas as áreas da pesquisa em saúde estejam avançando no mesmo ritmo.

O que o ranking mede e o que fica de fora

O Nature Index acompanha artigos publicados em um conjunto de 178 periódicos selecionados nas áreas de ciências naturais, saúde, ciências aplicadas e ciências sociais. O indicador Share estima a contribuição dos pesquisadores de cada país para os trabalhos incluídos, considerando a participação dos autores. Já o Count contabiliza a presença de pesquisadores afiliados ao país nos artigos.

A metodologia tem limites importantes. A seleção representa apenas uma parcela da produção científica mundial e não considera todo o volume de pesquisas publicado. Além disso, os resultados não são ajustados pelo tamanho da população ou pela dimensão do sistema de pesquisa de cada país. O próprio Nature Index ressalta que seus indicadores não devem ser usados isoladamente para avaliar a qualidade geral da ciência ou o desempenho de instituições e pesquisadores.

Ainda assim, a comparação oferece uma referência sobre a presença internacional dos países em publicações científicas selecionadas. O avanço chinês e o crescimento brasileiro mostram movimentos distintos dentro desse cenário, em que a contribuição para a pesquisa pode variar conforme os investimentos, as colaborações acadêmicas e as áreas estudadas.

Mais do que estabelecer uma classificação definitiva da ciência mundial, o levantamento permite acompanhar mudanças na participação dos países e observar quais deles estão ampliando sua presença em pesquisas que ajudam a construir o conhecimento médico.

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