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Brasil ultrapassa Arábia Saudita como 2º maior fornecedor de petróleo à China de janeiro a setembro

Brasil ultrapassa Arábia Saudita como 2º maior fornecedor de petróleo à China de janeiro a setembro

Reuters

20/10/2026

Placeholder - loading - Navios-tanque no terminal de distribuição da Petrobras em São Sebastião, no Estado de São Paulo, Brasil, em 20 de abril de 2026. REUTERS/Amanda Perobelli
Navios-tanque no terminal de distribuição da Petrobras em São Sebastião, no Estado de São Paulo, Brasil, em 20 de abril de 2026. REUTERS/Amanda Perobelli

PEQUIM, 20 Out (Reuters) - O Brasil ​ultrapassou a Arábia Saudita como o segundo maior fornecedor de petróleo bruto para a China nos primeiros nove meses de 2026, segundo dados alfandegários divulgados nesta terça-feira.

• A China importou 44,29 milhões de toneladas de petróleo bruto do Brasil durante o período, em comparação com 43,12 milhões de toneladas da Arábia Saudita

• Somente em setembro, as importações de ⁠petróleo ⁠brasileiro atingiram 5,15 milhões de ​toneladas, ou ‌1,25 milhão de barris por dia (bpd), um aumento de 18% em relação ao ano anterior

• As compras de petróleo da Arábia Saudita em setembro ficaram ⁠em 2,70 milhões de toneladas, ou 660 mil ​bpd, uma queda de 62% em relação ao mesmo período ​do ano anterior

• As importações ‌de petróleo da ​Rússia, ⁠que é a principal fornecedora do produto à China, totalizaram 9,94 milhões de toneladas em setembro, ou 2,42 milhões de ​bpd, um aumento de 20% na comparação anual, mas uma queda de 11% em relação ao mês anterior

• As importações do Iraque ficaram em 4,84 milhões de ​toneladas, ou 1,18 milhão de bpd, uma queda de 19% em relação ao ano anterior, mas um aumento de 248% em relação a agosto

• Dados alfandegários indicaram que não houve importações de petróleo bruto dos EUA, da Venezuela ou do Irã em setembro, assim como registrado no ano anterior.

A ​seguir, estão listadas as importações dos principais fornecedores, com volumes ‌em milhões de toneladas arredondados ⁠para um dígito, com base em dados alfandegários e cálculos de variação percentual em relação ao mesmo período ⁠do ano anterior realizados pela Reuters:

País Setembro ⁠de Setembro de Variação

2026 2025 percentual

ano a ano

Indonésia 1,72 2,13 -19%

Iraque 4,84 5,97 -19%

Kuwait 1,62 0,95 71%

Malásia 1,16 3,87 -70%

Omã 1,22 2,68 -54%

Arábia 2,70 7,13 -62%

Saudita

Emirados 3,00 2,86 5%

Árabes

Unidos

Angola 0,93 2,15 -57%

Rússia 9,94 8,29 20%

Brasil 5,15 4,37 18%

EUA 0 0 -

Venezuela 0 0 -

Irã 0 0 -

(Tonelada ⁠métrica = 7,3 barris ⁠para ​conversão de petróleo bruto)

(Reportagem de Sam Li e Lewis Jackson)

Reuters

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