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Câmara dos Deputados da Argentina aprova reforma trabalhista antes de votação final no Senado

Câmara dos Deputados da Argentina aprova reforma trabalhista antes de votação final no Senado

Reuters

20/02/2026

Placeholder - loading - Membros do Senado argentino discutem as reformas trabalhistas propostas pelo governo do presidente Javier Milei em Buenos Aires, Argentina, em 12 de fevereiro de 2026. REUTERS/Cristina Sille
Membros do Senado argentino discutem as reformas trabalhistas propostas pelo governo do presidente Javier Milei em Buenos Aires, Argentina, em 12 de fevereiro de 2026. REUTERS/Cristina Sille

BUENOS AIRES, 20 Fev (Reuters) - A ​Câmara dos Deputados do Congresso argentino aprovou na madrugada desta sexta-feira um controverso projeto de reforma trabalhista apoiado pelo presidente Javier Milei, apesar de uma greve nacional dos sindicatos que se opõem às mudanças e que paralisou partes do país.

Os investidores têm acompanhado de perto a medida, aprovada por ⁠135 ⁠votos a favor e ​115 contra, ‌para ver se Milei tem poder para continuar implementando sua agenda de livre mercado.

O governo afirma que o projeto, aprovado ⁠na semana passada pelo Senado com o apoio ​do partido governista e de seus aliados ​de centro-direita, estimulará os investimentos ‌e aumentará ​o emprego ⁠formal.

Os parlamentares debateram as modificações na madrugada, antes de enviar o projeto de volta ao Senado para ​votação final e aprovação. Entre as mudanças estava a remoção de um artigo que reduzia os benefícios relacionados à saúde dos ​trabalhadores.

“De que adianta toda uma biblioteca de legislação trabalhista se, no final das contas, o sistema que ela estabelece não serve para criar empregos?”, questionou o deputado do partido do governo Lisandro Almirón durante o debate sobre o projeto.

No entanto, os ​sindicatos afirmam que a reforma proposta ameaça proteções ‌trabalhistas de longa data, ⁠incluindo o direito à greve.

Um dos principais sindicatos do país, o CGT, convocou uma paralisação ⁠de 24 horas na quinta-feira ⁠por parte dos ⁠trabalhadores dos ⁠transportes, ​funcionários do setor público e bancários.

(Reportagem de Nicolas Misculin)

Reuters

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