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Campanha de Flávio nega privatização de estatais e promete fortalecer programas sociais e reduzir impostos

Campanha de Flávio nega privatização de estatais e promete fortalecer programas sociais e reduzir impostos

Reuters

08/10/2026

Placeholder - loading - Adolfo Sachsida, então ministro de Minas e Energia, discursa em comissão no Congresso Nacional, em Brasília, 21 de junho de 2022. REUTERS/Adriano Machado
Adolfo Sachsida, então ministro de Minas e Energia, discursa em comissão no Congresso Nacional, em Brasília, 21 de junho de 2022. REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  08/10/2026

8 Out (Reuters) - O coordenador da área ​econômica da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL), Adolfo Sachsida, negou nesta quinta-feira que, se eleito, o senador privatizará estatais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras, e prometeu que um eventual governo Flávio irá 'fortalecer' programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ao mesmo tempo que reduzirá impostos.

Em vídeo publicado em sua conta no X, Sachsida disse que o ajuste fiscal prometido pelo candidato 'será ⁠focado ⁠nos excessos do governo' e citou ​redução ‌no número de ministérios e salários de funcionários públicos que, em alguns casos, segundo ele, chegam a R$200 mil.

'Nós vamos preservar todos os programas sociais, e não é só preservar, não, ⁠nós vamos fortalecer os programas sociais. Então, se você que está ​vendo esse vídeo recebe o Bolsa Família, o BPC, pode ter ​certeza que nós vamos respeitar, e ‌muito, você e ​sua família ⁠e vamos fortalecer esses programas todos', disse.

'Se você que está vendo esse vídeo é um empresário, saiba que nós vamos reduzir impostos, vamos reduzir burocracia, ​vamos facilitar a sua vida', prometeu.

Sachsida, que foi ministro de Minas e Energia no governo Jair Bolsonaro e secretário de Política Econômica do ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, negou ainda que ​Flávio pretenda privatizar estatais.

'Se você que está ouvindo esse vídeo é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada', disse.

Mais cedo, o jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem em que afirma que a equipe de Flávio estuda, caso ele seja eleito, mudar a ​correção dos benefícios da Previdência e do BPC, assim como dos gastos ‌obrigatórios em saúde e educação, com ⁠objetivo de obter um corte de R$250 bilhões.

Em seu vídeo, Sachsida não menciona a matéria do jornal, mas pede aos seguidores que ⁠não acreditem em 'fake news'.

'Nós vamos colocar as ⁠contas públicas em ordem respeitando a ⁠população brasileira. Então ⁠não ​acredite em fake news'.

(Por Eduardo Simões, em São PauloEdição de Isabel Versiani)

Reuters

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