CEO da Vale defende convergência com desenvolvimento do Brasil em 1º encontro oficial com Lula
CEO da Vale defende convergência com desenvolvimento do Brasil em 1º encontro oficial com Lula
Reuters
29/01/2025
Por Marta Nogueira e Lisandra Paraguassu
RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, defendeu na véspera que há 'enorme convergência' entre os projetos estratégicos da mineradora e a agenda de desenvolvimento do Brasil, durante seu primeiro encontro oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que assumiu o comando da companhia em outubro passado.
No encontro, Pimenta abordou projetos da mineradora 'que contribuem para impulsionar o Brasil à liderança global da agenda de transição energética e descarbonização', segundo informou a Vale em nota.
Ao ser escolhido pelo Conselho de Administração, Pimenta tomou como uma de suas missões melhorar o relacionamento da Vale com o governo federal e outros públicos, segundo disse anteriormente em encontro com analistas de mercado.
Uma fonte a par da reunião da véspera disse que Lula falou que o governo e a mineradora precisam trabalhar juntos, pontuando que houve 'ruídos' no passado, mas que não precisa ter mais. O encontro, no Palácio do Planalto, teria durado cerca de 1 hora.
Questionada, a Vale preferiu não comentar a declaração da fonte. Em sua nota, a empresa destacou que desde que assumiu a presidência, Pimenta 'mantém agenda regular de relacionamento institucional com diversos públicos, como comunidades, autoridades, investidores e demais agentes do setor'.
A escolha de Pimenta para liderar a companhia, pelo Conselho de Administração, ocorreu após o governo de Lula ter feito com frequência duras críticas sobre os rumos da mineradora e ter dado sinais públicos de que gostaria de influenciar na escolha de um novo executivo. A mudança ocorreu com o fim do mandato de seu antecessor, Eduardo Bartolomeo.
À época, o presidente do conselho da Vale, Daniel Stieler, disse em entrevista à Reuters que a Vale precisava aprimorar o processo de comunicação para o governo perceber o valor da companhia para a sociedade, e defendeu que Pimenta teria as habilidades para guiar a companhia nesse rumo.
Privatizada na década de 1990, a Vale tornou-se nos últimos anos uma empresa com capital pulverizado, sem controle definido, e tem como maior acionista a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Outros acionistas relevantes são a Mitsui e a Blackrock.
(Por Marta Nogueira no Rio de Janeiro e Lisandra Paraguassu em Brasília)
Reuters

