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Chefe de direitos humanos da ONU condena medida da Nicarágua para cancelar eleições

Chefe de direitos humanos da ONU condena medida da Nicarágua para cancelar eleições

Reuters

22/07/2026

Placeholder - loading - Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, participa de reunião em Caracas, Venezuela, 14 de dezembro de 2024. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria/Foto de arquivo
Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, participa de reunião em Caracas, Venezuela, 14 de dezembro de 2024. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria/Foto de arquivo

Por Olivia Le Poidevin

GENEBRA, ​22 Jul (Reuters) - O chefe de direitos humanos das Nações Unidas condenou nesta quarta-feira o que descreveu como uma nova deterioração dos direitos civis e políticos na Nicarágua, alertando que medidas propostas para impedir a participação de oponentes políticos nas eleições aprofundariam uma repressão já severa ⁠à ⁠dissidência.

No domingo, o presidente ​de longa ‌data da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o país centro-americano deixará de realizar eleições, eliminando a possibilidade de uma ⁠disputa eleitoral quando seu mandato terminar no ​próximo ano e consolidando ainda mais o governo ​que ele compartilha com ‌sua esposa.

“Pessoas ​de todas ⁠as tendências políticas devem ter o direito de votar e concorrer a cargos públicos, em ​conformidade com as obrigações internacionais do Estado em matéria de direitos humanos”, afirmou o Alto Comissário das Nações Unidas para os ​Direitos Humanos, Volker Turk, em comunicado, acrescentando que o poder está se concentrando cada vez mais sob a copresidência.

O governo também havia revogado, no início deste mês, as credenciais de vários advogados, o que, segundo Turk, não teve ​qualquer base jurídica ou explicação oficial.

O espaço cívico ‌na Nicarágua está agora “quase ⁠fechado”, disse Turk, acrescentando que a expressão independente de pensamento ou opinião está sendo ⁠sistematicamente reprimida. Ele instou ⁠as autoridades a libertarem ⁠pelo menos ⁠46 ​pessoas que permanecem detidas arbitrariamente por motivos políticos.

Reuters

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