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China se distancia da questão da Groenlândia, mas alerta contra dependência dos EUA

China se distancia da questão da Groenlândia, mas alerta contra dependência dos EUA

Reuters

21/01/2026

Placeholder - loading - Porta-voz chinês Guo Jiakun   7/1/2025    REUTERS/Florence Lo
Porta-voz chinês Guo Jiakun 7/1/2025 REUTERS/Florence Lo

PEQUIM, 21 Jan (Reuters) - A China rejeitou ⁠nesta quarta-feira especulação de que competiria por influência no Ocidente, no momento em que a tentativa dos EUA de assumir o controle da Groenlândia ameaça remodelar a dinâmica de poder de uma aliança de segurança transatlântica de décadas.

A ambição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tirar da Dinamarca a soberania sobre a Groenlândia abalou os membros da Otan e fez com que ​a Europa repensasse sua tradicional ⁠dependência de ⁠segurança dos Estados Unidos.

Ao ser questionado se Pequim saudava o 'caos' em relação à Groenlândia, Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse em uma coletiva de imprensa: 'Não temos intenção de competir por influência ‌com nenhum país, nem jamais faríamos isso'.

Trump também ameaçou impor ​tarifas comerciais à Europa se ela ‌resistir à sua ​exigência ​de adquirir a ilha do Ártico.

A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, advertiu que as tarifas transatlânticas favoreceriam a China ​e a Rússia, que se beneficiariam das 'divisões entre os aliados'.

'Nós nos envolvemos em intercâmbios amigáveis com todas as nações com base no respeito mútuo e na igualdade, e continuamos comprometidos em ser uma força positiva, estabilizadora e construtiva', disse Guo.

No entanto, a mídia estatal chinesa não se conteve em comentários esta semana, pedindo à Europa que reavalie sua dependência dos Estados Unidos para a segurança.

A Europa tornou-se excessivamente dependente dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que deixou de lado a cooperação ⁠com parceiros como a China e a Rússia, disse o tabloide ‌Global Times, apoiado pelo ⁠Partido Comunista, em um editorial.

'A situação ressalta a necessidade de a Europa revisar a natureza das relações transatlânticas e reduzir ‍sua dependência dos Estados Unidos como um pilar de apoio à sua segurança', acrescentou ​um ‌editorial do estatal China Daily.

(Reportagem de Liz Lee e Ryan Woo)

Reuters

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