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Companhias aéreas latino-americanas miram retorno à Venezuela, mas ainda há obstáculos

Companhias aéreas latino-americanas miram retorno à Venezuela, mas ainda há obstáculos

Reuters

19/10/2026

Placeholder - loading - Pessoas circulam durante Assembleia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) no Rio de Janeiro 6 de junho de 2026 REUTERS/Tita Barros.
Pessoas circulam durante Assembleia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) no Rio de Janeiro 6 de junho de 2026 REUTERS/Tita Barros.

Por Kylie Madry

CIDADE DO MÉXICO, ​19 Out (Reuters) - As companhias aéreas latino-americanas estão demonstrando um interesse renovado pela Venezuela, à medida que os canais diplomáticos são reabertos e as companhias se preparam para restabelecer as conexões com Caracas.

No entanto, executivos do setor afirmaram que a infraestrutura aeroportuária danificada e um marco regulatório desatualizado continuam sendo os principais obstáculos para uma recuperação mais ampla.

A Venezuela possui forte potencial de longo prazo ⁠devido ⁠à sua localização, mas a ​prioridade ‌imediata é reconstruir a plataforma de aviação do país após os terremotos mortais de junho terem danificado seu principal aeroporto internacional em Maiquetía, nos arredores de Caracas, afirmou ⁠Peter Cerda, diretor da Associação Latino-Americana e do Caribe ​de Transporte Aéreo (Alta), em uma coletiva de imprensa no domingo.

“Acho ​que a Venezuela tem um potencial ‌significativo. Estrategicamente e ​geograficamente, ⁠está em uma localização perfeita. É um mercado com grandes oportunidades”, disse Cerda.

A Alta tem mantido um diálogo constante com as autoridades ​venezuelanas, disse Cerda, mas os esforços de recuperação de emergência têm tido prioridade sobre discussões políticas mais amplas.

A LATAM Airlines disse estar otimista com o processo de reabertura e com a ​melhora nas relações diplomáticas entre o Chile, onde fica sua sede, e a Venezuela.

O diretor-executivo da LATAM, Roberto Alvo, não chegou a anunciar rotas adicionais, mas disse que a LATAM avaliaria oportunidades futuras à medida que as condições melhorarem.

“O interesse da LATAM é continuar conectando a América do Sul entre si e ​com o mundo... À medida que percebermos que podemos desenvolver nossa ‌conectividade com a Venezuela, avaliaremos ⁠essas oportunidades”, disse Alvo.

Cerda afirmou que o interesse na reabertura não se limita a uma única companhia aérea ou a ⁠um único mercado, acrescentando que companhias ⁠aéreas dos Estados Unidos, da ⁠Europa e do ⁠Oriente ​Médio também estavam voltando a considerar a Venezuela.

(Reportagem de Kylie Madry)

Reuters

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