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Conselho de Segurança da ONU se reunirá na segunda-feira sobre ação dos EUA na Venezuela

Conselho de Segurança da ONU se reunirá na segunda-feira sobre ação dos EUA na Venezuela

Reuters

03/01/2026

Placeholder - loading - Secretário-geral da ONU António Guterres  11/9/2024   REUTERS/David 'Dee' Delgado
Secretário-geral da ONU António Guterres 11/9/2024 REUTERS/David 'Dee' Delgado

NAÇÕES UNIDAS, 3 Jan (Reuters) - O Conselho de ⁠Segurança das Nações Unidas vai se reunir na segunda-feira, depois que os EUA atacaram a Venezuela e depuseram seu presidente autocrático de longa data, Nicolás Maduro, uma medida que o secretário-geral da ONU, António Guterres, considera como um 'precedente perigoso'.

A Colômbia, apoiada por Rússia e China, solicitou a reunião do conselho de 15 membros, segundo diplomatas. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu duas vezes -- em outubro e dezembro -- devido ​à escalada das tensões entre os ⁠Estados Unidos ⁠e a Venezuela.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado que Washington administrará a Venezuela 'até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa'. Não está claro como Trump planeja supervisionar a Venezuela.

'Esta é uma guerra colonial ‌que visa destruir nossa forma republicana de governo, livremente escolhida por ​nosso povo, e impor um governo ‌fantoche que permita ​a pilhagem ​de nossos recursos naturais, incluindo as maiores reservas de petróleo do mundo', escreveu o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, ao Conselho de ​Segurança da ONU no sábado.

Ele disse que os EUA haviam violado a Carta de fundação da ONU, que afirma: 'Todos os membros devem abster-se, em suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado'.

A ação militar dos EUA durante a noite constitui 'um precedente perigoso', disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em um comunicado.

'O secretário-geral continua a enfatizar a importância do respeito total -- por todos -- ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado que as ⁠regras do direito internacional não estão sendo respeitadas', declarou Dujarric.

Há meses, o ‌governo Trump tem como alvo barcos ⁠suspeitos de tráfico de drogas na costa venezuelana e na costa do Pacífico da América Latina. Os EUA aumentaram sua presença ‍militar na região e anunciaram um bloqueio de todas as embarcações sujeitas às sanções dos EUA, ​interceptando ‌no mês passado dois navios-tanque carregados com petróleo venezuelano.

(Reportagem de Michelle Nichols)

Reuters

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