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Conselho de Segurança da ONU votará resoluções de Brasil e Rússia sobre Israel e Gaza

Conselho de Segurança da ONU votará resoluções de Brasil e Rússia sobre Israel e Gaza

Reuters

16/10/2023

Placeholder - loading - Plenário do Conselho de Segurança da ONU em Nova York 04/05/2023 REUTERS/David 'Dee' Delgado
Plenário do Conselho de Segurança da ONU em Nova York 04/05/2023 REUTERS/David 'Dee' Delgado

Por Michelle Nichols

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) irá votar nesta segunda-feira projetos de resolução rivais sobre Israel e Gaza, que se concentram principalmente na situação humanitária, mas não estava claro se algum deles teria chance de ser adotado.

Os textos foram apresentados por Brasil e Rússia. Uma resolução precisa de pelo menos nove dos 15 votos dos membros para ser aprovada e nenhum veto de Reino Unido, China, França, Rússia ou Estados Unidos, os cinco membros permanentes do Conselho.

O projeto da Rússia pede um cessar-fogo humanitário, enquanto o projeto brasileiro pede pausas humanitárias para permitir o acesso de ajuda. Ambos condenam a violência e as hostilidades contra civis e todos os atos de terrorismo e pedem a libertação dos reféns.

O texto brasileiro condena o grupo militante palestino Hamas pelos ataques a Israel, enquanto o projeto russo não cita o nome do Hamas, que atacou Israel em 7 de outubro.

Sem nomear Israel, o texto brasileiro também pede a revogação da ordem israelense para que civis e representantes da ONU no norte da Faixa de Gaza sejam transferidos para o sul.

Israel prometeu aniquilar o Hamas -- que controla a Faixa de Gaza -- depois que combatentes do grupo invadiram cidades israelenses, mataram 1.300 pessoas e fizeram reféns no pior ataque a civis na história de 75 anos de Israel.

Israel está se preparando para uma ofensiva terrestre em Gaza, enquanto submete a faixa ao bombardeio mais intenso de todos os tempos, colocando o enclave sob cerco total. As autoridades de Gaza dizem que pelo menos 2.750 pessoas foram mortas.

As forças israelenses mantiveram o bombardeio de Gaza nesta segunda-feira, depois que esforços diplomáticos para organizar um cessar-fogo que permitisse a saída de portadores de passaportes estrangeiros e a entrada de ajuda no enclave palestino sitiado fracassaram.

Reuters

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